Tamanho do texto

Na noite deste sábado, Bombeiros retiraram mais um corpo no local da queda; ao menos 17 pessoas continuam desaparecidas entre os escombros

Bombeiros trabalham no desabamento
Vanessa Ataliba/Brazil Photo Press/Agencia O Globo
Sobe para sete o número de vítimas confirmadas após desabamento na comunidade da Muzema

O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro retirou na noite deste sábado (13) mais um corpo dos escombros na comunidade de Muzema, elevando para oito o número de vítimas após o desabamento de dois prédios . Além destas, outras 17 pessoas são consideradas desaparecidas. A corporação ainda não identificou o corpo.

Na madrugada deste sábado, outro dois corpos, de uma mulher e de um homem, identificados posteriormente como Hiltonberto de Souza e Maria de Nazaré Sodré, foram encontados. As equipes seguem no local do desabamento , localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro, à procura de possíveis sobreviventes.

Os dois eram os pais de Hilton Guilherme Sodré de Souza, de 12 anos, que foi resgatado com vida depois de mais de 5h de trabalho dos bombeiros e encaminhado de ambulância para o Hospital Miguel Couto, na Gávea.

No incío da manhã deste sábado, a Globo News confirmou que ele não resistiu aos ferimentos, localizados principalmente na região das pernas, e faleceu. A equipe médica, que realizava um procedimento cirúrgico durante a madrugada, confirmou o óbito por volta das 02h50 da manhã.

Leia também: Crivella discute e empurra repórter da Globo: "Faz campanha contra o Rio"

Relembre o caso

Dois edifícios desabaram, por volta das 7h desta sexta-feira (12), na zona oeste do Rio de Janeiro. Ao menos cinco pessoas morreram e outras dez foram resgatadas com vida. Os imóveis estavam localizados na comunidade de Muzema, um dos edifícios tinha quatro andares e outro seis.

O lugar é de difícil acesso. O Corpo de Bombeiros chegou por volta das 7h20 e, junto a integrantes da comunidade, procura por vítimas. Dezenas de pessoas procuraram por vítimas nos escombros dos prédios, mas agora os bombeiros pedem para que os moradores se afastem, por questões de segurança. Segundo as primeiras informações, os moradores estavam preocupados com as consequências da chuva no Rio de Janeiro e as construções que não paravam na comunidade.

A prefeitura informou que as construções na região são irregulares. A comunidade da Muzema , que é controlada por milicianos, foi muito afetada pelo temporal do início da semana. Ao todo, não se sabe quantas pessoas estavam dentro dos edifícios, mas os bombeiros trabalham com o número de pelo menos 17 desaparecidos.

Três dos feridos já resgatados são todos de uma família. Os bombeiros informaram que um desses sobreviventes, uma mulher, foi encaminhada para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. Ela está lúcida e seus ferimentos não são graves. A filha do casal, uma menina de dez anos, está em deslocamento, mas teve ferimentos leves. Ao todo, nove pessoas foram tiradas com vida dos escombros.

O prefeito da cidade, Marcelo Crivella (PRB), decretou ontem  estado de  calamidade pública na capital fluminense, por causa do temporal dos últimos dias. O decreto foi publicado na edição do Diário Oficial do Rio nesta quinta-feira (11). 

O Rio de Janeiro segue em estágio de crise (o mais grave de três níveis da Defesa Civil) desde as 20h55 da última segunda-feira (8). Ainda há vários pontos de alagamento, vias bloqueadas e riscos de deslizamentos. Segundo o sistema Alerta Rio, da prefeitura, hoje deve chover novamente na capital fluminense.