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Dois prédios desabaram na comunidade de Muzema, na zona oeste da capital fluminense; bombeiros buscam por vítimas entre os escombros

Sobrevivente de desmoronamento
Reprodução/TV Globo
Sobrevivente de desmoronamento na comunidade de Muzema, no Rio de Janeiro, relata desespero durante acidente

"Eu estava no quarto, corri para a sala e, chegando lá, desmoronou tudo em cima de mim". A fala é de um dos sobreviventes do desmoronamento de dois prédios , que chocou os fluminenses na manhã desta sexta-feira (12). O desabamento aconteceu na comunidade de Muzema, na zona oeste da capital do Rio de Janeiro. 

Moradores que conseguiram escapar do acidente relataram à TV Globo como tudo aconteceu. Outros, publicaram depoimentos nas redes sociais, em um misto de tristeza pelas vítimas e revolta com a demora e dificuldade de acesso para o resgate do Corpo de Bombeiros. Pelo menos duas pessoas morreram e outras três ficaram feridas após o desabamento em Muzema .  

Um dos sobreviventes é um homem que morava há dois anos no primeiro andar do prédio. identificado como Edvaldo, ele disse à TV que só conseguiu sair dos escombros porque retiraram uma parede que estava na frente dele após o desabamento.

"Eu estava no quarto, corri pra sala e quando cheguei na sala desmoronou tudo em cima de mim. Foi muito rápido, muita poeira. Fique num bolsão de ar. Os meninos tiraram uma parede que estava na frente e eu consegui sair. Só consegui sair porque eu corri pra sala na hora", afirmou.

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Os prédios caíram por volta das 7h de hoje e eram construções irregulares. A prefeitura afirma que a região é de construção familiar, mas que é dominada por milícias do Rio de Janeiro . Os bombeiros só conseguiram chegar ao local perto das 7h20, ainda sem equipamentos essenciais para o resgate. 

A comunidade de Muzema fica em uma região que foi muito afetada pelas chuvas da última segunda-feira (8). Devido a alagamentos e deslizamentos de terra, carros dos bombeiros e ambulâncias demoraram para conseguir chegar até o local do desmoronamento. 

Globo News  mostrou ainda a reação de uma mulher, que tentava encontrar a mãe nos escombros dos edifícios. O padrasto dela conseguiu sair prédio. "Meu padrasto está vindo pra cá, mas a minha mãe está gritando ali", afirmou a moradora. "Os moradores que estão ajudando foram até ali e ouviram uma senhora gritar exatamente no quarto dela", disse.

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Nas redes sociais, moradores relataram o desespero após a queda dos edifícios e a demora no resgate. "Vocês não estão entendendo, cara, caíram dois prédios. Não tem como o bombeiro subir a rua porque não tem rua, tá tudo destruído por causa da chuva", escreveu uma internauta que mora no Muzema . "Tem gente soterrada tem mais de 30 minutos e não chega ninguém para socorrer", continuou. 

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