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MPF concordou com a devolução do aparelho para a ex-primeira-dama

 Marcela Temer
Reprodução/Instagram
MPF concordou com a devolução do celular de Marcela Temer

O Ministério Público Federal ( MPF ) concordou com a devolução do celular da ex-primeira-dama Marcela Temer , apreendido durante a Operação Descontaminação, no dia 21 de março. Foi nessa ação que foi preso o ex-presidente Michel Temer , solto quatro dias depois . O pedido para que o aparelho fosse devolvido foi feito pela defesa. Agora, com a manifestação dos procuradores, o juiz Marcelo Bretas vai decidir se o celular volta ou não para as mãos da ex-primeira-dama. 

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Os advogados de Marcela Temer alegaram que as buscas tinham como alvo somente sobre os objetos pertencentes aos investigados e às pessoas jurídicas a ele vinculadas. Assim, segundo a defesa, a autoridade policial extrapolou os limites fixados na ordem judicial ao apreender bens de propriedade e uso da ex-primeira-dama. Um ipad dela também foi apreendido.

O MPF esclareceu que o celular de Marcela foi apreendido "em razão da suspeita de ter sido utilizado pelo investigado Michel Temer". A perícia do material e a extração dos dados do aparelho não identificou elementos pertinentes às investigações, segundo informaram os procuradores em documento enviado a Bretas nesta terça-feira. Por esta razão, o MPF concordou com a restituição do aparelho.

Com relação ao Ipad, o MPF opinou que, como ainda não houve extração dos dados, não seria possível restituí-lo no momento. Os procuradores afirmaram ainda que não concordam com a devolução de outros itens de Marcela Temer apreendidos na ação.

"Quanto ao talonário de cheques e o contrato de locação, são documentos que ainda interessam às investigações e demandam análise aprofundada. Ressalta-se que os fatos são de alta complexidade, envolvem várias pessoas e empresas, o que justifica um maior tempo para análise de todo o material apreendido e realização das perícias necessárias", escreveram os procuradores.

Temer volta a ser denunciado pelo MFP

O Ministério Público Federal (MPF) imputou mais duas denúncias contra o ex-presidente Michel Temer. Segundo as investigações, o ex-presidente comprou o silêncio do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha e era o comandante do chamado "quadrilhão do MDB" na Casa. As informações são da revista  Veja 

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As denúnciua foram apresentadas à Justiça Federal do Distrito Federal e são baseadas nas delações premiadas do ex-presidente da JBS, Joesley Batista e do doleiro Lúcio Funaro. A principal prova da investigação é a gravação de uma conversa entre Temer e Joesley, onde o então presidente diz para o empresário "manter isso aí", ao ser informado que ele estaria "de bem" com Cunha. De acordo com o MP, Temer aprovou o "pacto de silêncio" entre o empresário e ex-presidente da Câmara.

A denúncia também acusou o ex-presidente de comandar o chamado " quadrilhão do MDB ", que teria desviado R$ 587 milhões de contratos da Petrobras, da Caixa Econômica Federal, de Furnas, do Ministério da Integração Nacional e do próprio Congresso. 

Ainda segundo a denúncia, fariam parte do grupo os ex-deputados  Eduardo Cunha , Henrique Alves, Geddel Vieira Lima, Rodrigo Rocha Loures, Eliseu Padilha, além do ex-ministro Moreira Franco .

Essa mesma denúncia foi apresentada pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em setembro de 2017, mas acabou sendo rejeitada pela Câmara. Com o fim do mandato de Temer , a acusação desceu para primeira instância. Caso a denúncia seja aceita, o emedebista se tornará réu pela sexta vez.


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