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Laudo completo ainda não foi concluído, mas médico legista já adiantou à imprensa que encontrou vestígios de pólvora dentro das perfurações de tiros

Guilherme Taucci Monteiro foi identificado com um dos atiradores de Suzano; laudo do IML vai apontar como ele morreu
Reprodução
Guilherme Taucci Monteiro foi identificado com um dos atiradores de Suzano; laudo do IML vai apontar como ele morreu

Os atiradores que invadiram a Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo – deixando dez pessoas mortas no episódio já conhecido como o massacre de Suzano – morreram com um tiro disparado com a arma encostada na cabeça. A revelação foi feita por um médico-legista do Instituto Médico Legal (IML) de Mogi das Cruzes, que trabalha no laudo do IML sobre o caso. 

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Em declaração dada ao jornal Bom Dia SP , da TV Globo , o médico afirmou que, durante a perícia do crime, foram encontrados vestígios de pólvora dentro das perfurações dos tiros que provocaram as mortes de Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos. O laudo do IML ainda não foi concluído.

Por enquanto, as investigações sobre o caso apontam que Guilherme matou Luiz e depois cometeu suicídio. De acordo com a polícia, os dois atiradores tinham um pacto entre eles de que matariam o tio de Guilherme, fariam o ataque à escola e, depois, se matariam. 

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A dupla levou um revólver 38, uma besta (equipamento que lança flechas) e supostos coquetéis molotovs para efetuar o ataque. Um dos assassinos usou também um machado para golpear os alunos que tentavam escapar enquanto o outro criminoso realizava disparos.

Além disso, foi encontrada dentro da escola uma mala com fios, o que levou o esquadrão antibombas a esvaziar o local para realizar a inspeção. O grupamento, no entanto, concluiu que não havia explosivos na mochila. As causas do ataque ainda são desconhecidas. O veículo utilizado pelos atiradores passou por perícia ainda na tarde de ontem.

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Os corpos dos dois assassinos estão sendo analisados para a conclusão do laudo do IML de Mogi das Cruzes e só deverão ser liberados para sepultamento após o enterro das vítimas, que acontece – em uma cerimônia coletiva – na manhã de hoje, na Arena Suzano.

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