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Juíza da 2ª Vara de Tóxicos de Belo Horizonte condenou 25 integrantes do grupo por tráfico de drogas, porte de arma e danos ao patrimônio público

Pelo menos 17 cidades de Minas Gerais sofreram ataques de integrantes do PCC em junho de 2018
Reprodução/Corpo de Bombeiros
Pelo menos 17 cidades de Minas Gerais sofreram ataques de integrantes do PCC em junho de 2018

Integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) acusados de cometer diversos ataques em Minas Gerais, no ano passado, foram condenados pela 2ª Vara de Tóxicos de Belo Horizonte. Os 25 acusados já se encontravam presos desde junho de 2018, em regime disciplinar diferenciado, e as condenações, somadas, ultrapassam 706 anos de reclusão.

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A sentença foi determinada pela juíza Andrea Cristina de Miranda Costa, que afirmou que o grupo de integrantes do PCC tinha “desprezo e indiferença” pelas instituições do Estado, gerando consequências “altamente prejudiciais” à população e ao patrimônio público.

Segundo o Ministério Público , os 24 homens e uma mulher praticavam crimes de tráfico de drogas, porte de armas de fogo, incêndios e danos contra ônibus e prédios públicos, desde 2017. Além disso, os acusados eram os responsáveis por organizar e ordenar que outros integrantes da facção cometessem atentados contra agentes de segurança pública.

As condenações variam entre 22 anos e 8 meses a 32 anos e 2 meses de prisão, em regime fechado. Outros acusados, além desses 25, foram absolvidos pela juíza, que também expediu alvará de soltura, na última sexta-feira (8), já que, segundo ela, não há provas suficientes para a sentença.

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Os ataques simultâneos realizados em, pelo menos, 17 cidades de Minas Gerais – incluindo os municípios de Alfenas, Itajubá, Belo Horizonte, Poços de Caldas, Pouso Alegre, Uberaba e Uberlândia – também se repetiram no Rio Grande do Norte.

Na maioria dos casos, os integrantes entravam nos ônibus, pediam para que todos descessem e depois ateavam fogo ao veículo. Já em outras ocorrências, os criminosos entraram na garagem da prefeitura com garrafas de álcool e incendiavam ônibus escolares. Na época, mais de 80 foram presas e 22 menores detidos.

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As investigações contra o PCC foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado e a Promotoria de Justiça de Tóxicos de Belo Horizonte. A Secretaria de Estado de Administração Prisional e o Instituto de Criminalística de Minas Gerais também fizeram parte de ações no ano passado.