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Robson Braga de Andrade foi solto após passar pela audiência de custódia para esclarecer supostos desvios de verbas públicas para o Sistema S

Robson Braga de Andrade, presidente da CNI, foi preso nesta terça-feira (19)
Antonio Cruz/ABr
Robson Braga de Andrade, presidente da CNI, foi preso nesta terça-feira (19)


A Justiça Federal mandou soltar cinco dos dez presos na Operação Fantoche da Polícia Federal nesta terça-feira (19), entre eles o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade. Todos foram liberados após a realização de audiência de custódia.

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A Operação Fantoche, que investiga desvios em contratos de empresas que prestam serviços ao Ministério do Turismo e às empresas do Sistema S. Todos os CNPJs são controlados por pessoas da mesma família e eles têm  convênios com os órgãos desde 2002. É estimado que as empresas tenham recebido cerca de R$ 400 milhões nesse período. O envolvimento do presidente da CNI ainda não foi divulgado.

De acordo com a Polícia Federal, foram cumpridos na manhã desta terça-feira (19) 40 mandados de busca e apreensão e dez de prisão temporária nos estados de Distrito Federal, Pernambuco, São Paulo, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Alagoas pelos crimes contra a administração pública, fraudes licitatórias, associação criminosa e lavagem de ativos.

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Engenheiro mecânico, Andrade presidiu a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) entre 2002 e 2010, quando assumiu seu primeiro mandato no comando da CNI, tendo sido reeleito em 2014 e em 2018.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Serviço Social do Comércio (Sesc), o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac) fazem parte do chamado  Sistema S .

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Algumas das empresas que são alvo da operação são: Instituto Origami, Aliança Comunicação e Cultura, Idea Locação de Estruturas e Iluminação, Somar Intermediação e Negócios e Ateliê Produções Artísticas.

A maioria dos contratos era para a realização do eventos culturais e de publicidade. De acordo com a investigação da  Operação Fantoche , que conta com o apoio do Tribunal de Contas da União (TCU), os documentos eram superfaturados e alguns dos serviços não foram prestados. Os recursos seriam desviados por meio de empresas sem fins lucrativos de fachada.

De acordo com a Polícia Federal, 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco autorizou o sequestro e bloqueio de bens e valores de todos os investigados na operação, incluindo o do presidente da CNI .

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