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Empresas envolvidas na contratação do serviço foram oficiadas pela Anac nesta manhã de quarta-feira (13), dois dias após o acidente em São Paulo

Segundo a Anac, Aeronave de prefixo PT-HPG foi fabricada em 1975 e era de propriedade da empresa RQ Serviços Aéreos Especializados
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Segundo a Anac, Aeronave de prefixo PT-HPG foi fabricada em 1975 e era de propriedade da empresa RQ Serviços Aéreos Especializados


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu quarta-feira (13), de forma cautelar, a RQ Serviços Aéreos Especializados, empresa dona do helicóptero que caiu na última segunda-feira (11), em um dos acessos da Rodovia Anhanguera, que liga a capital paulista, ao interior. Na queda morreram o jornalista Ricardo Boechat e o piloto da aeronave, Ronaldo Quatrucci. Com a suspensão, a empresa fica proibida de operar.

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De acordo com a agência a suspensão de deu em razão de "indícios de prática irregular de táxi-aéreo". O processo de investigação foi aberto pela Anac na própria segunda-feira para constatar o tipo de serviço que estava sendo prestado com a aeronave de prefixo PT-HPG no momento do acidente.

O helicóptero acidentado é um modelo monomotor com capacidade máxima de quatro passageiros mais a tripulação, da fabricante Bell Helicopter. A aeronave, de matrícula PT-HPG, era de propriedade da RQ Servicos Aéreos Especializados LTDA.

"A RQ Serviços Aéreos Especializados possuía autorização para prestar serviços especializados, como aerofotografia e aerocinematografia. A empresa, no entanto,  não possuía autorização para executar o serviço de transporte remunerado de passageiros, prática exclusiva de empresas certificadas como táxi-aéreo", disse a agência.

A agência reguladora informou que as empresas envolvidas na contratação do serviço foram oficiadas e terão cinco dias úteis, a partir da publicação no Diário Oficial da União, para prestarem esclarecimentos e apresentarem a documentação que comprove o tipo de contratação. Foram oficiadas as empresas Libbs Industria Farmacêutica, Zum Brazil Eventos e a própria RQ Serviços Aéreos Especializados.

O acidente ocorreu quando o jornalista voltava de Campinas (SP), onde havia participado de um evento. Pouco depois da queda, a agência divulgou nota afirmando que o helicóptero se encontrava em situação regular junto a agência reguladora. 

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Dados do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) mostram que o helicóptero estava com o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) válido até maio de 2023 e a Inspeção Anual de Manutenção (IAM) em dia até maio de 2019, ou seja, a aeronave estava em situação regular.

O jornalista Ricardo Boechat retornava de uma viagem a Campinas, no interior paulista, onde havia realizado uma palestra. O helicóptero que o transportava atingiu um caminhão que havia acabado de passar pela praça de pedágio da rodovia Anhanguera. Segundo testemunhas, a aeronave se preparava para realizar pouso de emergência na pista, mas acabou colidindo com o veículo, que não teve tempo hábil para frear. De acordo com as primeiras informações da polícia, Boechat e o piloto Ronaldo Quatrucci morreram carbonizados.

A Anac disse que informações oficias da Aeronáutica confirmam que as licenças e habilitações de Quatrucci de piloto comercial de helicóptero (PCH) estavam válidas. 

*Com Agência Brasil

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