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Segundo nota da Anac, empresa RQ Serviços Aéreos não está autorizada a transportar passageiros como táxi aéreo; caso continua sendo investigado

Helicóptero de prefixo PT-HPG foi fabricada em 1975 e era de propriedade da empresa RQ Serviços Aéreos Especializados
Reprodução
Helicóptero de prefixo PT-HPG foi fabricada em 1975 e era de propriedade da empresa RQ Serviços Aéreos Especializados


A empresa RQ Serviços Aéreos Especializados Ltda não é autorizada a fazer serviços de táxi aéreo. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a empresa dona do helicóptero envolvido no acidente que matou o jornalista Ricardo Boechat e o piloto Ronaldo Quatrucci não podia ser remunerada por transportes ou translado de passageiros.

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Em nota enviada à imprensa pela Anac, é explicado que o registro da RQ possibilitava uso de helicóptero apenas para aerorreportagem, aerofotografia e aerofilmagem. Tudo é concedido por um certificado da agência.

“Qualquer outra atividade remunerada fora das mencionadas não poderia ser certificada. As investigações sobre as causas do acidente estão sendo conduzidas pelo Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV), órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), do Comando da Aeronáutica”, diz a nota da Anac.

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Por outro lado, a agência garante que todas as inspeções da aeronave estavam em dia, bem como eram válidas as documentações de habilitação do piloto.

 “A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) informa que, segundo dados do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), a aeronave acidentada nesta segunda-feira (11), em São Paulo, estava com o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) válido até maio de 2023 e a Inspeção Anual de Manutenção (IAM) em dia até maio de 2019, ou seja, a aeronave estava em situação regular”.

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 O jornalista Ricardo Boechat  retornava de uma viagem a Campinas, no interior paulista, onde havia realizado uma palestra. O helicóptero que o transportava atingiu um caminhão que havia acabado de passar pela praça de pedágio da rodovia Anhanguera. Segundo testemunhas, a aeronave se preparava para realizar pouso de emergência na pista, mas acabou colidindo com o veículo, que não teve tempo hábil para frear. De acordo com as primeiras informações da polícia, Boechat e o piloto Ronaldo Quatrucci morreram carbonizados.

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