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Índice de Percepção da Corrupção é elaborado pela ONG Transparência Internacional; País caiu nove posições, assumindo a 105ª posição entre 180

Manifestante destaca aspas icônicas sobre a corrupção no Brasil, ditas por Romero Jucá; frase foi dissociada a crime pela PF
Larissa Pereira/iG São Paulo
Manifestante destaca aspas icônicas sobre a corrupção no Brasil, ditas por Romero Jucá; frase foi dissociada a crime pela PF

Em 2018, o Brasil caiu nove posições no ranking global da corrupção, elaborado pela ONG Transparência Internacional. Com isso, o País passou a assumir a 105ª posição em uma lista de 180 países, segundo o novo relatório do Índice de Percepção da Corrupção (IPC). O resultado piorado da percepção da corrupção no Brasil é revelado no ano em que a Operação Lava Jato completa cinco anos de existência – em março de 2019. 

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A ONG classifica anualmente, segundo análise de especialistas e executivos, as 180 nações em função do nível de percepção de corrupção no setor público. De acordo com o documento, de 2017 a 2018, a nota do Brasil no IPC sofreu uma queda de 37 para 35 pontos em uma escala de 0 a 100. Vale lembrar que o índice não registra necessariamente o aumento da corrupção no Brasil , mas avalia a sua percepção. 

Esse é considerado o pior resultado do país desde 2012. Com isso, o Brasil empata no ranking com a Argélia, a Armênia, a Costa do Marfim, o Egito, o El Salvador, o Peru, o Timor Leste e a Zâmbia. De acordo com o ranking, Uruguai e Chile são percebidos como os países latino-americanos menos corruptos, enquanto a Venezuela e Nicarágua ocupam os últimos lugares.

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Na mesma região, alguns países registraram uma pontuação intermediária. Exemplos de nações latino-americanas que apresentaram resultados medianos são a Costa Rica (com 56 pontos), a Cuba (47), a Argentina (40), o Panamá (37), a Colômbia (36), o Equador (34), a República Dominicana (30), a Bolívia, Honduras e o Paraguai (29), o México (28) e a Guatemala (27).

No entanto, para a ONG , os países que acumularam uma nota abaixo de 50 têm "falhado em sua luta contra a corrupção". O que não significa que 50 seja o resultado médio entre as nações. Afinal, no ano passado, a nota média global oscilou de forma positiva de 42,5 para 43,1.

Já os Estados Unidos, pela primeira vez desde 2011, ficaram fora do top 20 dos países com menor percepção de corrupção, somando 71 pontos. A Itália, por sua vez, foi avaliada com 52 pontos e assume a 53ª posição do ranking global.

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A corrupção no Brasil ainda tem muito o que ser exposta e esclarecida. Até lá, ficamos longe dos 10 países com melhor avaliação no IPC, que são a Dinamarca (88), a Nova Zelândia (87), o Singapura (85), a Suíça (85), a Finlândia (85), a Suécia (85), a Noruega (84), a Holanda (82), o Canadá (81), o Luxemburgo (81), a Alemanha e o Reino Unido (80).

* Com informações da Agência Ansa.

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