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Médium e a esposa, Ana Keyla, responderam por armas encontradas em suas casa; ele ainda foi indiciado por violação sexual mediante fraude

Preso desde o dia 16 de dezembro, João de Deus foi indiciado por porte armas e violação sexual mediante fraude
Reprodução
Preso desde o dia 16 de dezembro, João de Deus foi indiciado por porte armas e violação sexual mediante fraude

A Polícia Civil de Goiás indiciou, nesta quinta-feira(10), o médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, e a esposa dele Ana Keyla Teixeira, por porte ilegal de armas. Além disso, também foi encaminhada ao poder judiciário uma denúncia de violação sexual mediante fraude contra o líder espiritual. 

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As informações são da delegada Karla Fernandes, que concedeu entrevista coletiva em Goiânia. Ainda de acordo com a responsável pela investigação, outras três denúncias contra João de Deus tiveram o arquivamento sugerido, pois têm extinção de punibilidade.

"Hoje nós podemos considerar que a força-tarefa da Polícia Civil encerrou seus procedimentos, pois foram indiciados duas vezes tanto João Teixeira de Faria quanto a esposa dele Ana Keyla por porte ilegal de armas, uma vez que ambos residem nas mesmas residências, tanto em Anápolis quanto em Abadiânia", disse Karla Fernandes. 

De acordo com a delegada, o médium afirmou que as armas que foram encontradas em suas residências eram de pessoas que iriam cometer suicídio ou atentar contra a vida de outros. João de Deus ainda afirmou algumas eram garantias de empréstimos que concedeu. Ainda segundo a responsável pela investigação, uma outra denúncia contra o médium por violação sexual mediante fraude também foi encaminhada.

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"Em relação aos abusos nós também estamos encaminhando hoje um inquérito por fato ocorrido em 2016 em que a vítima representou na data correta e reside em São Paulo. Esse inquérito já tinha sido instaurado em agosto do ano passado e está sendo também enviado com indiciamento", disse a delegada.

Sobre os processos que serão arquivados, ela explicou que, por conta da extinção de punibilidade, o líder espiritual não poderia responder por esses crimes, que aconteceram entre 1987 e 2003. "No entanto, essas oitivas foram necessárias e importantes para mostrar o padrão e modo de execução dele", explicou.

Outros dois inquéritos de lavagem de dinheiro e estelionato ainda não foram concluídos. De acordo com Karla Fernandes, eles foram juntados em um só processo e demoram mais por conta das perícias e do estudo do patrimônio do médium.

Nesta quarta-feira (9), o médium  se tornou réu e deverá responder na Justiça por violação sexual mediante fraude e estupro de vulneráveis. A denúncia,  oferecida no fim de dezembro pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), foi recebida pela juíza Rosângela Rodrigues dos Santos. No mesmo dia, ele foi interrogado pela delegada Karla Fernandes.

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João de Deus  está preso preventivamente no Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia desde o dia 16 de dezembro, quando se entregou às autoridades após ter a prisão decretada. O líder espiritual, que prestava atendimentos há mais de quatro décadas na Casa Dom Inácio de Loyola, tornou-se alvo de uma série de acusações após as primeiras denúncias serem reveladas no programa Conversa com Bial, da TV Globo .

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