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De acordo a magistrada Marli de Fátima Naves, condição de saúde do médium não exige que ele seja transferido da cadeia para um hospital

João de Deus vai permanecer na cadeia após determinação de juíza
Marcelo Camargo/ABr
João de Deus vai permanecer na cadeia após determinação de juíza

A juíza Marli de Fátima Naves negou o pedido da defesa do médium João de Deus para que ele fosse transferido do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia (GO) para um hospital. Ela afirmou não haver qualquer variação no estado de saúde do líder espiritual.

A decisão aconteceu um dia após o o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, determinar, ontem (3), que o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) informasse, em até 48 horas, a situação de saúde de João de Deus .

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No ofício que enviou a Toffoli nesta sexta-feira (4), a magistrada informa que após passar mal, na última quarta-feira (2), o médium recebeu atendimento médico no núcleo de custódia da unidade prisional onde está detido em caráter preventivo desde o dia 16 de dezembro. Na sequência, João de Deus foi encaminhado para o Hospital de Urgência de Goiânia, onde foi submetido a uma série de exames clínicos.

No mesmo dia, um dos advogados do líder espiritual em Goiânia, Alex Neder disse que o médium começou a passar mal no último dia 26. “A situação dele, antes da prisão, já era diferenciada e preocupante. Com a prisão, a saúde dele se agravou”, reclamou Neder afirmando que a unidade prisional não tem infraestrutura adequada para atendimento em saúde.

O líder espiritual retornou ao presídio na madrugada de quinta . A defesa dele afirma que seu estado de saúde é “crítico” e pede para que a Justiça conceda prisão domiciliar ao homem, de 76 anos.

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Segundo a juíza, os exames diagnosticaram apenas a “discreta” presença de sangue na urina do paciente, sem infecção. Diante disso, o médico responsável recomendou que o retorno do médium à unidade prisional e a manutenção do acompanhamento ambulatorial “como já tem sido feito regularmente”.

Diante da manifestação médica, a magistrada deferiu que “não havia, até a presente data, qualquer notícia de intercorrência apta a exigir atuação de médico especialista em cardiologia”, conforme sugerido pela defesa do médium , que pede a transferência de João de Deus do complexo prisional para um hospital particular de Goiânia. De acordo com a magistrada, o pedido de transferência não tem “indicação médica ou encaminhamento”.

No último dia 28, o Ministério Público de Goiás protocolou a primeira denúncia contra o médium, acusado de praticar abusos sexuais durante procedimentos espirituais na Casa Ignácio de Loyola, em Abadiãnia, no interior de Goiás. 

O médium foi denunciado por violação sexual e estupro de vulnerável. A denúncia se baseia no depoimento de 12 diferentes mulheres que, segundo o MP, fizeram os relatos à Justiça em tempo hábil para que uma denúncia fosse formulada contra o líder espiritual. 

João de Deus  tem 76 anos, submeteu-se em 2015 a uma cirurgia e tratamento por causa de um câncer no estômago e, segundo a assessoria da Casa Dom Inácio de Loyola, onde o médium prestava atendimento espiritual, é cardiopata.


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