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Na quarta-feira (2), o secretário Luís Mauro Albuquerque disse que não reconhece organizações criminosas no Ceará e que todo preso será tratado da mesma maneira, sem divisão nas unidades prisionais de todo o estado

Ônibus foram queimados na região metropolitana de Fortaleza e polícia suspeita de organizações criminosas
Reprodução
Ônibus foram queimados na região metropolitana de Fortaleza e polícia suspeita de organizações criminosas


A madrugada desta quinta-feira (3) foi repleta de terror na região metropolitana de Fortaleza, capital do Ceará. Em reação às declarações do secretário de segurança Luís Mauro Albuquerque, organizações criminosas atearam fogo em veículos e explodiram partes de viadutos. De acordo com a Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança, o caos já foi controlado.

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Na cerimônia de posse para o seu segundo mandato, Camilo Santana afirmou não existem organizações criminosas no Ceará e foi confirmado pelo seu secretário que ainda disse que não há motivo para manter uma divisão de presos em unidades prisionais do estado. O seu secretário apoiou a declaração.

“Quem manda é o Estado. Eu não reconheço facção. O preso é o preso, não tem diferenciação perante a lei”, disse Luís Mauro Albuquerque .

A resposta dos criminosos foi imediata. Durante a madrugada, ônibus e vans foram queimadas e bombas explodiram próximos de viadutos. Uma das colunas que fica na rodovia BR-020 ficou praticamente toda destruída e a via foi interditada pela Polícia Rodoviária Federal na manhã desta quinta-feira (3).

Há um temor de presos ligados a facções criminosas em dividir um mesmo presídio com um detento pertencente a uma facção rival. Normalmente, há brigas internas até rebeliões são geradas. A última ação de presidiários em unidades prisionais no Ceará aconteceu há seis meses.

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A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará informou que nove pessoas foram autuadas com suspeita de provocarem os incêndios. Destes, quatro são adolescentes e cinco adultos.

"A secretaria ressalta que a cúpula da Segurança Pública e os chefes das Polícias Militar e Civil acompanham a situação das ocorrências”, disse a nota.

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A polícia ainda investiga se os atos têm relação com as declarações do secretário e estão ligadas a possíveis organizações criminosas que atuam no Ceará e em outros estados do Nordeste.

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