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Agentes foram a 15 endereços no Rio e em Juiz de Fora; alvos são milicianos suspeitos de envolvimento com o crime, que completa amanhã nove meses

Assassinato de Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, completa nove meses nessa sexta-feira (14)
Fernando Frazão/Agência Brasil - 10.5.18
Assassinato de Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, completa nove meses nessa sexta-feira (14)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpre nesta quinta-feira (13) os primeiros mandados de prisão e de busca e apreensão ligados às investigações sobre a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes. O assassinato, a tiros, da parlamentar e seu motorista ocorreu na noite de 14 de março , na região central da capital fluminense.

De acordo com informações da TV Globo , agentes da Divisão de Homicídios da Polícia Civil visitaram 15 endereços em cidades do Rio de Janeiro e também em Juiz de Fora (MG) para tentar localizar suspeitos e apreender materiais que ajudem a elucidar o caso. Os alvos dos mandados são milicianos suspeitos de participação no assassinato de Marielle Franco .

Os pedidos de prisão foram apresentados à Justiça no âmbito de um inquérito à parte do principal sobre a morte de Marielle , que completa nove meses nessa sexta-feira (14). Os nomes dos alvos não foram divulgados.

Imagens exibidas pela TV Globo mostram um helicóptero da polícia sendo recebido a tiros por criminosos na comunidade do Frade, em Angra dos Reis (RJ), num dos endereços em que foram cumpridos mandados judiciais.

O secretário de Segurança Pública do Rio, general Richard Nunes, havia confirmado no fim do mês passado que investigadores identificaram alguns dos participantes do crime . À época, o general explicou que ninguém havia sido preso até aquele momento pois havia o temor de que, com a prisão de um dos envolvidos, outros poderiam fugir.

A ação policial deflagrada nesta manhã surge como esperança de avanços concretos nas investigações sobre a morte da vereadora do PSOL – que atravessaram momentos de turbulência até aqui. Conduzida pelas autoridades do Rio de Janeiro, a apuração do crime chegou a ser tocada em paralelo pela Polícia Federal, que viu  supostas interferências internas no inquérito da Polícia Civil.

No último dia 30, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann,  chegou a afirmar que há uma "aliança satânica" no Rio de Janeiro que impede o esclarecimento dos crimes. “Eu tenho expectativa, torço e rezo para que isso se esclareça o mais rápido possível. Nós estamos preocupados em romper a aliança satânica que reúne esses poderes que colocam de joelhos o Rio de Janeiro”, disse Jungmann. 

Reconhecida por sua atuação em defesa dos direitos humanos, Marielle Franco se destacou ao denunciar abusos e crimes cometidos por policiais. Ela foi a quinta vereadora com maior número de votos na última eleição e estava em seu primeiro mandato. Morta aos 38 anos de idade, a parlamentar nascida no Complexo da Maré atuava nas causas das mulheres, negros e lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros.

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