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Força-tarefa foi criada para apurar denúncias de mulheres contra médium; João também teria mantido relações sexuais com meninas de 11 e 15 anos

Polícia e MP de Goiás vão apurar denúncias contra João de Deus; a força-tarefa se fez necessária pela complexidade do caso
Divulgação/Casa Dom Inácio de Loyola
Polícia e MP de Goiás vão apurar denúncias contra João de Deus; a força-tarefa se fez necessária pela complexidade do caso

A Polícia Civil e o Ministério Público de Goiás (MP-GO) criaram uma força-tarefa especial para apurar as  denúncias de abuso sexual envolvendo o médium João Teixeira de Faria, conhecido internacionalmente como João de Deus. O líder espiritual vem sido acusado por dezenas de mulheres, desde que os primeiros depoimentos sobre o assunto vieram ao público, na noite da última sexta-feira (7).

A quantidade de delegados e agentes públicos que atuarão no caso ainda deve ser definida na tarde desta segunda-feira (10), em reunião convocada pelo delegado-geral André Fernandes, em Goiânia. A criação da força-tarefa se deve à complexidade do caso que envolve João de Deus .

Após ser acusado por 13 mulheres de abuso sexual, em apuração conduzida pelo programa Conversa com Bial  da Rede Globo e pelo jornal O Globo,  o médium enfrenta agora denúncias de pedofilia. Afinal, segundo o programa Fantástico , transmitido neste domingo (9), e o jornal Extra , João teria também mantido relações sexuais com meninas de 11 e 17 anos na Casa de Inácio de Loyola, em Abadiânia, Goiás.

A mulher que falou no programa dominical da Globo afirmou que João abusou dela pelo menos dez vezes, quando ela tinha apenas 11 anos de idade. Além dela, outra vítima encontrada pelo jornal impresso carioca relatou que sofreu abuso aos 17 anos. 

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Embora estejam repercutindo agora, as denúncias de abuso sexual contra o médium não são novas. Afinal, em 2012, ele chegou a ser investigado pelo crime, mas o processo foi arquivado por falta de provas. De acordo com o MP-GO, João é investigado desde o início de 2018 também pelo mesmo crime.

Segundo a Polícia Civil, as denúncias se avolumaram depois que o caso se tornou público, sendo divulgado na imprensa. Agora, o caso já envolve dezenas de mulheres e até o filho de uma senhora que já morreu, mas que narrava ter sido abusada por João. Uma outra mulher disse ainda que sofreu assédio enquanto estava grávida. 

As vítimas que ainda quiserem se manifestar sobre o caso podem enviar os seus depoimentos, identificados e com os próprios contatos para retorno, no e-mail denuncias@mpgo.mp.com.br .

O MP-GO pretende atuar em conjunto com promotores de outras unidades da federação onde residam mulheres que afirmem ter sido vítimas de abusos sexuais supostamente cometidos pelo médium . As primeiras denunciantes devem começar a ser ouvidas nesta terça-feira (11), em Goiás e em São Paulo.

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Desde este domingo (9), ninguém atende os telefones de contato divulgados na página da internet da Casa Dom Inácio de Loyola, onde João de Deus realiza seus atendimentos há mais de 40 anos.

* Com informações da Agência Brasil.

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