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Acidente ocorreu em tiroteio na zona norte da cidade; agente foi socorrido e encaminhado a hospital militar e seu estado de saúde não foi informado

Fuzil explode e fere policial no Rio
Reprodução/ O Dia
Fuzil explode e fere policial no Rio


Um policial militar ficou ferido após o fuzil utilizado por ele durante confronto com criminosos no Complexo da Pedreira, no Rio de Janeiro, apresentar defeito e explodir em suas mãos, no fim da tarde desse domingo (11).

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De acordo com o 41º Batalhão da PM de Irajá, o acidente com o fuzil aconteceu enquanto a equipe policial realizava uma operação próxima à comunidade Bin Laden, na Rua Arnaldo Guinle, na zona norte da capital fluminense.

Segundo a corporação, os policiais foram atacados por criminosos que estavam no local. Enquanto reagia ao tiroteio , a arma que estava com um dos PMs apresentou problemas e explodiu.

O agente foi socorrido pelos demais policiais e levado ao Hospital Central da Polícia Militar. A PM não forneceu informações sobre o estado de saúde do agente ferido, nem a sua identidade.

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Falhas no fuzil

Ação que terminou com explosão de fuzil não teve relação com intervenção federal no Rio de Janeiro
Fernando Frazão/Agência Brasil
Ação que terminou com explosão de fuzil não teve relação com intervenção federal no Rio de Janeiro

Essa não foi a primeira vez que um policial militar teve problemas com armas defeituosas no Rio. Em fevereiro desse ano, o cabo da PM Cristiano de Oliveira Gouvea, do 27º Batalhão, teve sua mão lesionada depois que a munição do fuzil Fal calibre 7,62, que carregava, explodir na câmara.

Naquele mesmo mês, quatro civis foram atingidos por estilhaços de disparos involuntários de uma carabina Taurus CT. 40 que estava sendo utilizada por um policial ao tentar prender um suspeito, em Botafogo, na zona sul.

Há ainda casos mais graves como o do cabo de Polícia Militar Bruno Santos, que foi baleado na cabeça e morreu, no ano passado. Enquanto tentava se defender de um tiroteio, o fuzil que segurava falhou e o policial foi atingido.  

Devido ao aumento significativo da violência no estado, o atual presidente Michel Temer (MDB) assinou, juntamente com o governador fluminense, Luiz Fernando Pezão (MDB), e com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o decreto de intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, no dia 16 de fevereiro.

Indicado como interventor, o general do Exército Walter Souza Braga Netto, do Comando Militar do Leste, assume o comando da Secretaria de Segurança, das polícias Civil e Militar, do sistema carcerário do Rio e do Corpo de Bombeiros, até o dia 31 de dezembro de 2018.

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Apesar dos problemas serem os mesmos, o ferimento do policial militar causado pelo fuzil  durante o patrulhamento do 41º Batalhão, nesse domingo, não teve relação com a intervenção realizada pelo governo federal no Rio de Janeiro.

* Com informações da Agência Brasil e do jornal O Dia

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