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Tânia Rêgo/Agência Brasil
Museu Nacional do Rio de Janeiro continua interditado pela Defesa Civil após ter sido destruído

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro informou nesta quarta-feira (5) que o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, não tinha o Certificado de Aprovação da corporação, o que significa que está irregular no que diz respeito à legislação vigente de segurança contra incêndio e pânico.

Segundo o Corpo de Bombeiros, uma análise da documentação do Museu Nacional foi feita após o incêndio na noite do domingo (2) que destruiu carca de 90% do acervo. “O Certificado de Aprovação é o documento que atesta a conformidade das condições arquitetônicas da edificação, bem como as medidas de segurança exigidas pela legislação (extintores, caixas de incêndio, iluminação e sinalização de segurança, portas corta-fogo)”, explicou a corporação em nota.

“É importante ressaltar que estar em conformidade com as medidas de segurança contra incêndio e pânico é uma obrigação de todos. É de responsabilidade dos administradores dos imóveis o cumprimento da legislação vigente. É imprescindível a cultura de prevenção na sociedade”, ressaltou o Corpo de Bombeiros.

Na segunda-feira (3), a Defesa Civil do Rio de Janeiro anunciou que o museu será mantido interditado devido ao risco de desabamento de partes da laje, telhado e paredes divisórias. A estrutura do local foi danificada após o incêndio que atingiu o local .

De acordo com técnicos do órgão, apesar do dano na área interna, na área externa "não há risco iminente", devido à espessura das fachadas. No entanto, foram identificados problemas pontuais, que inclui queda do revestimento, adornos e materiais decorativos.

O secretário estadual de  Defesa Civil  e comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Roberto Rodadey, já havia dito que as fachadas da construção não correm risco de cair. Segundo a vice-diretora do museu, Cristiana Serejo, afirmou que apenas 10% do acervo da instituição foi salvo do incêndio.

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“O que sobrou? O prédio, umas poucas peças... talvez uns 10%”, disse, desalentada, a vice-diretora. Ela mencionou o meteorito Bendegó, parte da coleção de zoologia, a biblioteca central, alguns minerais, cerâmicas, o herbário e o departamento de zoologia de vertebrados como áreas que passaram parcialmente incólumes.

A vice-diretora estima que serão necessários, pelo menos, R$ 15 milhões para iniciar a restauração do prédio do Museu Nacional.

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