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Companhia Estadual de Águas e Esgoto do Rio de Janeiro negou que tenha faltado água para combater o incêndio no museu; segundo empresa, carros-pipa e hidrantes foram disponibilizados e abastecidos para ajudar equipe

Incêndio de grandes proporções destruiu o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, zona norte do RJ
Tânia Rêgo/ABr
Incêndio de grandes proporções destruiu o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, zona norte do RJ

A Companhia Estadual de Águas e Esgoto do Rio de Janeiro (Cedae) negou que tenha faltado água para combater o incêndio que atingiu todo o acervo e o prédio do Museu Nacional, localizado na zona Norte do Rio de Janeiro, na noite de domingo (2).

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De acordo com informações da Cedae, havia água para o combate às chamas, já que “a região está plenamente abastecida”. A Companhia ainda destacou, por meio de um comunicado, que mais hidrantes foram disponibilizados na Quinta da Boa Vista, e que os carros-pipa que atuavam no combate ao incêndio no Museu Nacional também foram abastecidos.

A empresa informou que em casos urgentes, um dos procedimentos habituais executados por ela é o envio de equipes ao local para auxiliar no processo. “Em casos de incêndios de grandes proporções, equipe se apresenta no local para verificar a necessidade de apoio aos bombeiros, seja no envio de carro-pipa ou abastecimento de hidrante. No caso deste incêndio , a Cedae disponibilizou carros-pipa que estão à disposição para uso dos bombeiros, mesmo com a região estando abastecida”, expôs a nota.

Problemas com os hidrantes foram apontados no incêndio do Museu Nacional

Cedae informou que carros-pipa e hidrantes foram abastecidos para combater incêndio no  Museu Nacional do Rio
Tânia Rêgo/ABr
Cedae informou que carros-pipa e hidrantes foram abastecidos para combater incêndio no Museu Nacional do Rio

O comunicado do Cedae vem em resposta às declarações do Corpo de Bombeiros, que apontou problemas de funcionamento dos hidrantes próximos ao local do incêndio, conforme informou o coronel Roberto Robadey, que lidera a operação para apagar o fogo do museu.

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Segundo ele, houve dificuldade para apagar as chamas que tomaram grande proporção devido à falta de água. “Os bombeiros chegaram com um caminhão-tanque cheio de água, mas quando o reservatório se esgotou, tentou-se sem sucesso usar o líquido dos hidrantes localizados ao redor do museu”.

O coronel acrescentou que, pelo fato de o fogo ter se alastrado rapidamente, foi preciso pedir apoio à Cedae para ceder carros-pipa e utilizar a água do lago da Quinta da Boa Vista.

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O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Leher, concluiu que ao longo da madrugada, os empecilhos para conter o fogo se intensificaram, prejudicando o trabalho dos bombeiros que prestavam serviços para apagar o fogo no Museu Nacional .

*Com informações da Agência Brasil

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