Tamanho do texto

Presidente anunciou neste sábado um mutirão de profissionais da saúde que vão promover ação voluntária de atendimento a venezuelanos em Roraima

Palácio do Planalto havia negado a hipótese de restringir o acesso ao Brasil pela fronteira com a Venezuela
Marcelo Camargo/Agência Brasi - 4.5.18
Palácio do Planalto havia negado a hipótese de restringir o acesso ao Brasil pela fronteira com a Venezuela

O presidente Michel Temer disse neste sábado que a fronteira com a Venezuela está aberta desde que “disciplinadamente” para acolher imigrantes venezuelanos e de outros países. De acordo com ele, limitar a entrada de estrangeiros no país é “incogitável e inegociável”.

“Vez ou outra há sugestão, até pleiteada judicialmente, no sentido de fechar as nossas fronteiras. Não temos como fechar fronteiras no nosso país, sob pena de praticarmos um ato desumano em relação àqueles que vêm procurar abrigo”, disse, referindo-se ao pedido da governadora Suely Campos para fechar a fronteira com a Venezuela em Pacaraima.

Nos últimos dias, o Palácio do Planalto havia negado a hipótese de restringir a fronteira devido ao alto fluxo de venezuelanos, em especial após os conflitos com brasileiros no último fim de semana. Após ataques a abrigos em Pacaraima, 1,2 mil refugiados retornaram à Venezuela.

De acordo com o presidente, 60% dos 127 mil venezuelanos que atravessaram a fronteira já saíram do território brasileiro em direção a outros países. Ao discursar na presença dos 36 profissionais de saúde que embarcam no domingo (26) para Boa Vista, em Roraima , Temer buscou fazer um relato das ações que o governo tem promovido na região.

De acordo com o presidente, quando o Poder Público atua no acolhimento e interiorização dos venezuelanos, está ajudando também os roraimenses, ao desonerar os serviços locais de saúde, por exemplo.

Médicos na fronteira com a Venezuela em Roraima

Funcionários da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) vão para a fronteira com a Venezuela em Roraima
Antonio Cruz/ Agência Brasil
Funcionários da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) vão para a fronteira com a Venezuela em Roraima

No domingo (26), funcionários da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) embarcam para Roraima onde farão ações médico-humanitárias em abrigos de acolhimento aos imigrantes durante uma semana.

Os 36 profissionais da saúde que vão promover ação voluntária de atendimento aos venezuelanos foram recepcionados neste sábado (25) pelo governo federal em Brasília.

O ato de lançamento da ação ocorreu no Ministério da Educação, em Brasília, e contou com a presença do presidente Michel Temer , que elogiou o exemplo dos médicos em se voluntariarem para a viagem. De acordo com o ministro da Educação, Rossieli Soares, outros profissionais resolveram se juntar às atividades e irão “por conta própria” a Roraima.

Vindos de 24 hospitais universitários de 17 estados, os voluntários trabalharão por seis dias, de segunda a sábado, em diferentes turnos. O retorno está programado para domingo (2). Eles atuarão em nove abrigos de Boa Vista e um de Pacaraima. Atualmente, cerca de 5 mil venezuelanos estão acolhidos nos abrigos do estado.

Leia também: Força Nacional chega a Roraima após fim de semana de tensão com refugiados

Os médicos, enfermeiros e demais profissionais de saúde vão oferecer atendimento em especialidades como ginecologia, obstetrícia, pediatria, infectologia e oftalmologia. O foco das atividades na cidade que faz fronteira com a Venezuela será a prevenção de doenças. Além de vacinação, os venezuelanos poderão fazer testes para hepatites, glicemia, verificação de pressão arterial, orientação sobre escovação dentária, nutrição e amamentação.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.

    Notícias Recomendadas