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Comandante do Exército afirmou que setores do governo estadual se emprenharam pouco em tomar medidas para diminuir a violência

Comandante do Exército,Eduardo Villas Bôas criticou falta de emprenho de outros setores durante a intervenção federal
Marcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil
Comandante do Exército,Eduardo Villas Bôas criticou falta de emprenho de outros setores durante a intervenção federal

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, afirmou nesta sexta-feira (24) que setores do governo do Rio de Janeiro se emprenharam pouco em tomar medidas para modificar os baixos índices de desenvolvimento humano que propiciam a proliferação da violência, após meses da intervenção federal na segurança pública no estado.

“Passados seis meses [da intervenção federal ], apesar do trabalho intenso de seus responsáveis, da aprovação do povo e de estatística que demonstram a diminuição dos níveis de criminalidade, o componente militar é, aparentemente, o único a engajar-se na missão”, escreveu Villas Bôas na mensagem lida durante a cerimônia em comemoração ao Dia do Soldado.

O comandante do Exército ressaltou que “exigem-se soluções de curto prazo, contudo, nenhum outro setor dos governos locais empenhou-se com base em medidas socioeconômicas para modificar os baixos índices de desenvolvimento humano, o que mantém o ambiente propício à proliferação da violência”.

Na mensagem, o general Villas Bôas disse que vivemos no país uma era de conflitos e incertezas, em que “se perdeu a disciplina social, a noção de autoridade e o respeito às tradições e aos valores”. Disse ainda que o Brasil é “um grande país que não consegue vislumbrar um projeto para seu futuro, nem, tampouco, identificar qual o papel a exercer no concerto das nações”.

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Na mensagem presidencial, Michel Temer também citou a atuação dos militares no Rio de Janeiro e disse que será cumprida a “tarefa imperiosa” de devolver a ordem pública ao estado.

Morte de militares durante a intervenção federal

Temer e Villas Bôas homenagearam os três militares mortos durante período da intervenção federal no Rio de Janeiro
Fernando Frazão/Agência Brasil
Temer e Villas Bôas homenagearam os três militares mortos durante período da intervenção federal no Rio de Janeiro

Temer e Villas Bôas homenagearam os  três militares mortos nesta semana durante operações no Rio de Janeiro: o cabo Fabiano de Oliveira Santos, o soldado Marcus Vinícius Viana e o soldado João Viktor da Silva.

“Hoje uma nação agradecida honra a memória dos militares que pereceram ao desempenho de sua missão. Nesta ocasião voltamos nosso pensamento muito especialmente ao cabo Fabiano de Oliveira Santos, ao soldado João Viktor da Silva, ao Marcos Vinicius Viana Ribeiro, mortos ha apenas poucos dias. Seu sacrifício não será em vão. Cumpriremos a tarefa imperiosa de recompor a ordem pública no Rio de Janeiro”, disse o presidente Temer sobre os três militares que morreram durante o período da intervenção federal no Rio. 

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