Tamanho do texto

“Marcha da Maconha” de SP e BH, que reivindica a descriminalização das drogas, completa 10 anos; primeiras edições foram reprimidas pela Polícia Militar, até que, em 2011, o STF reconheceu a legitimidade da manifestação

Marcha da Maconha reúne milhares de ativistas em São Paulo e Belo Horizonte neste sábado (26)
Reprodução/Facebook
Marcha da Maconha reúne milhares de ativistas em São Paulo e Belo Horizonte neste sábado (26)

Ativistas pela descriminalização das drogas no Brasil se reúnem, neste sábado (26), em Belo Horizonte e São Paulo na já tradicional “ Marcha da Maconha ”. Promovidas desde 2008 nas duas capitais, as manifestações concentram dezenas de milhares de pessoas nesta tarde.

Leia também: SP tem 99% dos postos sem gasolina e frota de ônibus reduzida no fim de semana

Na capital de São Paulo, os manifestantes se concentraram às 16h20 no vão livre do Masp, na Avenida Paulista. De lá, marcharão até a praça da Sé, na região central da cidade. A principal pauta deste ano é a defesa do uso medicinal da maconha – a erva tem se mostrado útil para pacientes de câncer, portadores do HIV, esclerose múltipla e enxaquecas crônicas, entre outros males.  

Já na capital mineira, os ativistas se encontraram, no mesmo horário, na praça da Estação, de onde rumam para a praça da Liberdade, no centro de BH. O foco dos manifestantes em 2018 é a crítica à militarização da cidade do Rio de Janeiro, contra a qual eles defendem a legalização das drogas como forma de enfraquecer o tráfico e o crime organizado. 

Leia também: Ministro anuncia multa a caminhoneiros e diz que PF já pediu prisão de grevistas

A luta pela descriminalização da maconha no Brasil teve início na abertura política do início dos anos 1980. Foi quando grupos de pesquisadores, universitários, artistas, juristas e médicos passaram a se manifestar pela descriminalização das drogas.

Em 2011, uma decisão unânime do Supremo Tribunal Federal ( STF ) definiu que a “ Marcha da Maconha ” não é apologia ao crime, como antes interpretava a Polícia Militar. Meses antes da votação, a Polícia Militar de São Paulo reprimiu com violência a marcha de 21 de maio, que reuniu com cerca de 500 pessoas.

Com o passar dos anos as marchas cresceram. Em 2017, a manifestação reuniu mais de 20 mil pessoas em São Paulo, exemplo seguido por outras 40 cidades no país, que passaram também a realizar, sempre no mês de maio, passeatas semelhantes.

Leia também: Com 11 aeroportos sem combustível, greve dos caminhoneiros chega ao sexto dia

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.