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Grupos que promovem bloqueios de rodovias serão investigados por crimes contra a organização do trabalho e a segurança dos meios de transporte

Paralisação dos caminhoneiros na Rodovia Presidente Dutra, no Rio de Janeiro; Polícia Federal vai investigar
Tânia Rêgo/Agência Brasil - 25.5.18
Paralisação dos caminhoneiros na Rodovia Presidente Dutra, no Rio de Janeiro; Polícia Federal vai investigar

A Superintendência da Polícia Federal em Brasília informou nesta sexta-feira (25) que está investigando supostos crimes cometidos pelos caminhoneiros mobilizados na greve da categoria, que entrou hoje em seu quinto dia .

De acordo com a Polícia Federal , as associações que promovem bloqueios em rodovias federais serão investigadas por suposta prática de crimes contra a organização do trabalho, a segurança dos meios de transporte e outros serviços públicos.

A medida se dá de modo paralelo à  decisão do presidente Michel Temer em autorizar o uso das Forças Armadas para liberar vias interditadas pelos caminhoneiros. Temer justificou o ato alegando que uma "minoria radical" está desrespeitando o acordo selado entre o governo e lideranças dos caminhoneiros, que previa a suspensão da greve pelo período de 15 dias.

A paralisação da categoria e os protestos em rodovias levou o País a enfrentar uma crise de desabastecimento e a redução – ou até mesmo suspensão – de diversos serviços. Em São Paulo, o  prefeito Bruno Covas decretou estado de emergência devido à falta de combustíveis – que não chegam aos postos devido aos bloqueios nas rodovias. Já em Brasília, a administração do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek anunciou que o abastecimento está em "estado crítico", o que levou ao cancelamento de voos nesta manhã .

Associação diz que greve continuará

O acordo firmado nessa quinta-feira (24) entre representantes do governo e caminhoneiros não contou com a adesão de todas as entidades que representam a categoria. O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, disse hoje que não acredita que os profissionais se desmobilizem nos próximos dias.

“Este final de semana vai ser para montarmos as estratégias que adotaremos a partir de segunda-feira. Na minha visão, não vamos encerrar o movimento tão cedo”, declarou Fonseca à Agência Brasil .

dois dias.

“Este final de semana vai ser para montarmos as estratégias que adotaremos a partir de segunda-feira. Na minha visão, não vamos encerrar o movimento tão cedo”, declarou Fonseca à Agência Brasil.

“A barra está pesada. A revolta [dos caminhoneiros] está grande e ninguém está querendo sair [da paralisação]. De hoje para segunda-feira eu vou tentar uma manifestação para resolver [o impasse], mas, para isso, eu vou ter que ter uma conversinha com o governo federal”, acrescentou o sindicalista.

A Abcam divulgou nota informando que não concorda com os termos assinados entre o governo e outras associações. “Ao contrário de outras entidades que se dizem representantes da categoria, a Abcam, não trairá os caminhoneiros. Continuaremos firmes com pedido inicial: isenção da alíquota PIS/Cofins sobre o diesel, publicada no Diário Oficial da União ”.

*Com reportagem da Agência Brasil

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