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Michel Temer (MDB) afirmou que Forças Armadas serão usadas contra a greve dos caminhoneiros para desimpedir estradas e garantir acesso a combustível; grevistas afirmam que movimento não é ilegal

Caminhoneiros estão em greve no Brasil contra o aumento do preço do diesel
Agência Brasil
Caminhoneiros estão em greve no Brasil contra o aumento do preço do diesel

Não só as associações de caminhoneiros, mas também membros das Forças Armadas demonstraram preocupação em relação ao pronunciamento de Michel Temer (MDB) , em que anunciou, nesta sexta-feira (25), que os militares atuarão para coibir bloqueios em estradas.

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Isso porque eles temem não ter combustível suficiente para realizar as ações nas estradas, uma vez que a greve dos caminhoneiros tem causado desabastecimento de combustível pelo país. As informações são do portal G1 .

Antes de anunciar que as Forças Armadas atuariam na liberação das estradas, Temer se reuniu com o general Sérgio Etchegoyen, ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, e Raul Jungmann, ministro da Segurança Pública.

Entre os caminhoneiros que seguem parados, o discurso é de que o Exército não pode coagi-los a voltar ao trabalho. Eles alegam que não estão fechando as estradas, e sim estacionando em acostamentos ou postos de gasolina. Há também, entre parte dos grevistas, quem apoie uma “intervenção militar” e a deposição de Temer.

Eles afirmam que não tiveram suas demandas atendidas pelo acordo firmado na quinta-feira (24) entre o governo e representantes de associações de motoristas. A não ser que haja uma queda no preço do diesel e a determinação de valores mínimos a serem pagos por quilômetro rodado pelas contratantes de transportadoras, dizem, não darão fim ao movimento.

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“Minoria radical”

Em pronunciamento, o presidente  Michel Temer  criticou o que chamou de "minoria radical" de caminhoneiros e afirmou que o governo teve "coragem" para dialogar com a categoria e agora "terá a coragem de exercer sua autoridade". 

A decisão de abrir caminho para a ação das Forças Armadas foi tomada numa "reunião de avaliação de segurança" realizada às pressas por ministros do primeiro escalão do governo.

A discussão foi realizada no Palácio do Planalto entre o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e os ministros da Segurança Pública (Raul Jungmann), da Fazenda (Eduardo Guardia), de Minas e Energia (Moreira Franco), da Defesa (Joaquim Silva e Luna), e dos Transportes (Valter Casimiro), além da advogada-geral da União, Grace Mendonça.

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