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Orientação de movimentos sociais é doar diretamente às famílias desalojadas; ocupações no centro da cidade concentram doações

Prédio desabou no centro da capital paulista
Rovena Rosa/Agência Brasil
Prédio desabou no centro da capital paulista

As famílias que ficaram desalojadas após o incêndio e o desabamento de um prédio ocupado por movimentos sociais no Largo do Paissandu , no centro de São Paulo, se organizam para receber doações em dois endereços na região central da cidade.

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O primeiro deles é na rua Mauá, 340, onde residem famílias que também militam no movimento dos sem teto. O segundo endereço é na rua Benjamin Constant, 170, outro edifício ocupado no centro de São Paulo.

 A orientação dos movimentos sociais no local é que as doações sejam feitas diretamente às famílias desalojadas. Parte dos antigos moradores do prédio que desabou estão concentrados também no Largo do Paissandu, onde também é possível fazer doações.

Como a maior parte das famílias ainda não foi alocada, a prioridade é por itens de primeira necessidade. Os moradores necessitam, sobretudo, de:

- fraldas e materiais e higiene pessoal;

- roupas infantis e roupas para adultos;

- cobertores e colchonetes;

- água e leite;

- marmitas e alimentos não perecíveis.

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MP investiga caso

O Ministério Público de São Paulo informou que vai reabrir as investigações a respeito da existência de riscos no prédio que desabou . O inquérito, que foi aberto em agosto de 2015, estava arquivado desde o dia 16 de março desse ano.

A Promotoria de Habitação e Urbanismo afirmou que os órgãos públicos incumbidos de fiscalizar o prédio que desabou – a Defesa Civil de São Paulo e a Secretaria Especial de Licenciamentos – alegaram que, na época, apesar do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) estar vencido, "não havia risco concreto que demandasse sua interdição".

Ainda não foram localizados 44 moradores da antiga ocupação. De acordo com o Corpo de Bombeiros, não se sabe se todas essas pessoas estavam ou não no prédio no momento do incêndio.

A estimativa é de que os bombeiros devem levar ao menos uma semana para retirar as estruturas do edifício, que só poderão começar a ser removidas em 48 horas.

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