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Pré-candidato à Presidência da República pelo Psol, Guilherme Boulos é também o coordenador do MTST; ele está em Curitiba para ato do 1º de maio

Coordenador do MTST, Guilherme Boulos publicou vídeo em defesa dos sem-teto nesta terça-feira, após incêndio
GABRIEL SOARES
Coordenador do MTST, Guilherme Boulos publicou vídeo em defesa dos sem-teto nesta terça-feira, após incêndio

O coordenador do Movimento do Trabalhador Sem Teto ( MTST ), Guilherme Boulos – que também é pré-candidato à Presidência da República pelo Psol – publicou um vídeo em solidariedade às vítimas do incêndio seguido de desabamento, que ocorreu no centro da capital paulista, na madrugada desta terça-feira (1º).

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Na gravação, Guilherme Boulos diz ainda estar 'perplexo' com a reação de usuários de redes sociais que, segundo ele, estariam culpando os sem-teto pelo incêndio que aconteceu no Largo do Paissandu, nessa madrugada.

"Nós temos visto com perplexidade, nas redes sociais, gente querendo culpar as próprias vítimas, culpar as famílias por essa tragédia, por conta das condições do prédio", disse Boulos. "Ninguém vai para uma ocupação porque quer, as pessoas ocupam por completa falta de alternativa", defendeu o líder do MTST.

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O pré-candidato à Presidência aproveitou o vídeo para levantar quem poderiam ser, em sua visão, responsabilizados pela tragédia. "Se há algum responsável nisso, é o poder público, que não assegurou moradia para essas famílias", disse.

Mais cedo, ele havia publicado no Twitter que "querer culpar os sem-teto pelas condições precárias do imóvel é de uma perversidade inacreditável".

Guilherme Boulos está em Curitiba

O vídeo, divulgado por Boulos e compartilhado por uma série de políticos do Psol, foi gravado no aeroporto de Curitiba. Ele está na cidade para participar do ato de 1º de maio na capital paranaense.

Coordenador do MSTS, Boulos está sendo criticado nas redes sociais por não estar em São Paulo prestando solidariedade aos desabrigados e familiares das eventuais vítimas da tragédia. Em sua defesa, na gravação, ele alerta que a ocupação não era do MTST, mas de outro movimento.

"Ao contrário do que foi dito, a ocupação não pertence ao MTST, mas sim ao MLSM, que é um movimento que atua no centro de São Paulo – que, de toda a forma, tem a nossa completa solidariedade", disse.

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Por fim, o político exigiu que as investigações sobre o ocorrido sejam feitas 'com serenidade'. "Nós exigimos e cobramos serenidade nas buscas e também respostas de alternativa habitacional às famílias", concluiu Guilherme Boulos .