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Dois integrantes de quadrilha que usava 'dublês' para obter auxílios-doença seguem foragidos após ação em SP; Justiça bloqueia R$ 25 milhões de alvos

Operação Pseuda é segunda ação da Polícia Federal contra fraudes no INSS em duas semanas
Divulgação/Polícia Federal
Operação Pseuda é segunda ação da Polícia Federal contra fraudes no INSS em duas semanas

A Polícia Federal deflagrou operação nesta terça-feira (24) contra uma quadrilha investigada por fraudes em perícias do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), em São Paulo. Dez suspeitos foram presos, incluindo uma auxiliar de enfermagem apontada como líder do grupo criminoso. Duas pessoas continuam foragidas.

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Além dos mandados de prisão – sendo sete temporárias (com prazo de cinco dias) e cinco preventivas (sem prazo definido) –, também foram cumpridos pelos agentes da Polícia Federal  16 mandados de busca e apreensão. Também foi autorizada pela Justiça o bloqueio na ordem de até R$ 25 milhões do patrimônio dos investigados.

De acordo com as investigações, iniciadas em novembro do ano passado, o grupo criminoso que entrou na mira da operação desta terça-feira causou prejuízo já apurado de R$ 6 milhões apenas por meio de irregularidades em benefícios de auxílio-doença. 

Há indícios, segundo a PF, de que essa quadrilha atuava há mais de dez anos em São Paulo. Isso faz com que os investigadores estimem que o prejuízo total já causado pelo esquema ao INSS chega à casa de R$ 60 milhões.

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'Esquema contava com dublês'

As fraudes consistiam em dar entrada em pedidos de auxílios-doença utilizando documentos falsos. O grupo criminoso se valia de 'dublês', ou seja, pessoas que se passavam pelo requerente durante a perícia médica, ocasião em que fingiam doenças mentais, apresentavam membros engessados, e até mesmo apresentavam falsos relatórios médicos.

Ainda segundo a PF, o grupo também gerava aposentadorias falsas por meio da confecção de cartas de concessão de aposentadoria fraudulentas. Esse documento permitia que um cliente da quadrilha sacasse irregularmente os valores depositados em seu FGTS. Parte desse valor retirado era repassado aos integrantes do esquema criminoso como forma de pagamento.

A ofensiva, batizada de Operação Pseuda, foi realizada conjuntamente com o Ministério Público Federal (MPF), a Advocacia-Geral da União (AGU), a Inteligência Previdenciária e o INSS. Essa já é a segunda operação deflagrada em São Paulo contra fraudes no INSS somente nas últimas duas semanas.

O nome da operação, conforme explicou a Polícia Federal , é uma "referência à divindade grega que personalizava as mentira e as falsidades".

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