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Reprodução/Facebook
Cartazes denunciam execução de vereadora do Psol

A Organização das Nações Unidas, por meio de seu escritório de Direitos Humanos, lamentou nesta quinta-feira (15) o assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) e do motorista Anderson Pedro Gomes, executados a tiros na noite de quarta-feira (14).

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Em nota divulgada na internet, a porta-voz da organização, Liz Throssel , cobrou agilidade, transparência e credibilidade nas investigações. Trata-se de um crime “profundamente chocante”, disse, ressaltando o papel de Marielle na luta pelos direitos dos negros, das mulheres e contra a violência policial.

Diversos políticos e personalidades também se manifestaram sobre o trágico episódio. O presidente Michel Temer (MDB) classificou-o como “covardia” e cobrou rigor nas investigações. Seus ministros também lamentaram o fato, mas afirmaram que o assassinato não afeta os planos da intervenção federal no Rio de Janeiro, próxima de completar um mês.

Membros do Parlamento Europeu também exigiram “uma investigação independente, rápida e exaustiva” sobre a morte de Marielle. Cerca de 50 congressistas assinaram um documento em que taxam a execução como uma tentativa de “amedrontar os defensores os direitos humanos, assim como influir nas eleições de 2018”.

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Na Cinelândia, em frente à Câmara Municipal do Rio, onde Marielle foi velada, milhares de pessoas se reuniram para se despedir e protestar contra a morte da vereadora e de seu motorista.

Morte da vereadora

Marielle deixava o evento “Jovens negras movendo as estruturas”, na Lapa, quando dois homens em um carro emparelharam ao lado do veículo onde estava a vereadora e dispararam. O crime aconteceu na Rua Joaquim Palhares, próximo ao metrô, no bairro do Estácio. A polícia trabalha com a hipótese de execução.

No momento do crime, a vereadora estava no banco de trás do carro. Para a polícia, os criminosos teriam acompanhado o carro por cerca de quatro quilômetros. O motorista de Marielle foi atingido por pelo menos três tiros na lateral das costas.

Marielle Franco fazia parte da Comissão da Câmara que fiscalizava a intervenção federal no Rio de Janeiro. Referência para o movimento negro e feminista, ela deixou uma filha de 19 anos. O corpo da vereadora foi velado nesta quinta (15), na Câmara dos Vereadores.

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