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Maior massacre do estado deixou 14 mortes e 18 feridos; seccional da Ordem dos Advogados do Brasil pode pedir intervenção federal no estado

Festa onde aconteceu a maior chacina do Estado do Ceará ocorreu no bairro Cajazeiras, na periferia de Fortaleza
TV Globo/Reprodução
Festa onde aconteceu a maior chacina do Estado do Ceará ocorreu no bairro Cajazeiras, na periferia de Fortaleza

A Polícia Militar identificou neste domingo (28) cinco suspeitos de participar da chacina ocorrida na madrugada de sábado (27) no bairro Cajazeiras, em Fortaleza, Ceará. O crime aconteceu após homens armados desembarcarem de veículos e atiraram contra as pessoas que estavam em uma casa noturna. Com 14 mortes confirmadas, essa foi a maior chacina registrada no estado .

De acordo com o governador do Ceará , Camilo Santana, dos cinco suspeitos que foram identificados, três são considerados mandantes e dois atuaram nas execuções, que ocorreram em uma casa de eventos, conhecida por Forró do Gago, na Rua Madre Tereza de Calcutá. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados para preservar as investigações.

"Nas próximas horas, nós vamos dar uma resposta firme em relação a quem cometeu [a chacina]. É inaceitável o fato corrido, e as pessoas serão punidas com o rigor da lei", disse o governador.

De acordo com boletim médico divulgado pelo Instituto Dr. José Frota,  quatro pessoas que sobreviveram ao tiroteio passaram por cirurgias e continuam internadas. Cinco já receberam alta.

Força-tarefa

O governo do estado vai montar uma força-tarefa para investigar a chacina . Pelas redes sociais, o governador Camilo Santana referiu-se à chacina como “ato selvagem e inaceitável”. No texto, ele afirmou que convocou imediatamente o secretário André Costa e a cúpula da Secretaria de Segurança, determinando "rigor absoluto nas investigações e busca incessante dos criminosos”.

Santana quer que todos os envolvidos sejam identificados e presos o mais rápido possível. "Não aceitaremos de forma alguma que esse tipo barbárie fique impune. Confio na nossa polícia e tenho absoluta convicção de que uma resposta será dada muito em breve”, afirmou o governador.

OAB-CE

A seccional da Ordem dos Advogados do Brasil do Ceará (OAB–CE) deve entrar com pedido de intervenção federal no estado. A Ordem vai convocar para quarta-feira (31) uma sessão no pleno do conselho para tratar da segurança pública do estado.

O presidente da Comissão de Segurança Pública da OAB-CE, Francisco Garisto, afirmou neste domingo (28) que o pedido de intervenção poderá ser uma das deliberações.

Segundo a assessoria de imprensa do órgão, a reunião será pública e serão convidados para participar o secretário de Segurança Pública e Defesa Social do estado, André Costa, e a secretária de Justiça e Cidadania, Socorro França. A partir de segunda-feira (29), o tema também será tratado internamente.

"Temos 15 mortes por dia. Não tem isso nem na Síria ou no Iraque. No ano passado foram 5.440 mortes e, somente neste mês de janeiro, já morreram mais de 400", disse Garisto.  Para a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, foram 200 homicídios registrados no estado em janeiro.

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Conforme Garisto, a medida deveria ter sido tomada antes mesmo da chacina. Ele acredita que mais mortes ocorrerão no estado. Segundo a OAB-CE, a ação violenta foi a maior do estado do Ceará e é atribuída a disputas entre facções criminosas, já com informações de revanche.

* Com informações da Agência Brasil

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