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Todas as linhas do Metrô estarão paradas, com exceção da Linha 4-Amarela, administrada por empresa privada; protesto é contra privatização de linhas

Greve dos metroviários reivindica privatização das Linhas 5-Lilás e 17-Ouro, quedeve acontecer nesta sexta-feira (19)
Reprodução/Twitter
Greve dos metroviários reivindica privatização das Linhas 5-Lilás e 17-Ouro, quedeve acontecer nesta sexta-feira (19)

Em reunião nesta quarta-feira (17), o Sindicato dos Metroviários de São Paulo decidiu que vai entrar em greve geral de 24 horas nesta quinta-feira (18).  A paralisação ocorre em protesto contra a privatização das linhas Linhas 5–Lilás e 17–Ouro , marcada para acontecer na sexta-feira (19).


Em um vídeo publicado nas redes sociais, o coordenador-geral do sindicato, Wagner Fajardo, esclarece os motivos que levaram a categoria a aprovar a manifestação. Assita:


O Metrô também apresentou uma nota oficial afirmando que 'lamenta a decisão tomada pelo sindicato, que irá prejudicar o transporte de mais de 4 milhões de usuários'. A empresa ainda ressalta que, por conta da greve , vai acionar o plano de contingência para garantir o serviço essencial de transporte metroviário para a população de São Paulo.

"Serão adotadas todas as medidas necessárias para garantir a oferta do transporte metroviário para a população e assegurar o acesso dos empregados aos seus postos de trabalho", afirmou a companhia. 

"O Governo do Estado de São Paulo vai conceder apenas a operação comercial das linhas 5 e 17. O ativo não faz parte desse processo, como erroneamente afirma o Sindicato dos Metroviários. Não se trata de privatização", diz ainda a nota do Metrô.

A empresa ainda declara que a "ausência e/ou abandono do posto de trabalho nesta quinta-feira (18) implicará em desconto das horas e do Descanso Semanal Remunerado".  

Antes de ter optado pelo protesto, o governo do estado já havia se antecipado e avisado que está procurando meios de amenizar os transtornos aos trabalhadores que utilizam o transporte público. A ideia inclui um  trabalho de contingência, que deve ser organizado a partir das 4 horas da manhã para avaliar a abrangência da  greve do Metrô .

Na terça-feira (16), os metroviários distribuíram 70 mil folhetos em sete estações de metrô para avisar a população sobre a paralisação e criticar a concessão.

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Liminar e multa de R$ 100 mil

Na tarde da última segunda-feira (15), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP) deferiu uma liminar que determina a manutenção do efetivo de 80% do serviço nos horários de pico – ou seja, das 6h às 9h e das 16h às 19h.

Para os demais horários, a liminar garante um efetivo de 60%, sob pena de aplicação de multa de R$ 100 mil. 

Antes de ter sido confirmada a greve, o secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Clodoaldo Pelissioni, afirmou, em entrevista à rádio  Eldorado  que a multa será duramente aplicada ao sindicato.  “Esperamos ainda que a maior parte dos funcionários venha trabalhar. Quem não vier perderá o dia e também o descanso remunerado. Poderá ainda ser prejudicado em eventual promoção”, salientou Pelissioni.

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