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Direção do presídio deu parecer favorável para que a detenta, presa por ter planejado as mortes dos pais, curse Administração na modalidade EAD

Condena por matar os pais, Suzane von Richthofen vai poder cursar Administração na modalidade ensino a distância
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Condena por matar os pais, Suzane von Richthofen vai poder cursar Administração na modalidade ensino a distância

Condenada a 39 anos de prisão por ter planejado as mortes dos pais, em 2002, Suzane von Richthofen conseguiu na Justiça o direito de fazer curso superior sem sair da Penitenciária Santa Maria Eufrásia Peletier, a P1, de Tremembé, no interior de São Paulo, onde cumpre a pena em regime semiaberto.

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Com aval da Justiça, a direção do presídio deu parecer favorável para que Suzane von Richthofen estude Administração na modalidade ensino a distância (EAD), ou seja, sem a necessidade de comparecer à faculdade. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

A direção da penitenciária, por solicitação do defensor público que atende a condenada, informou à Vara de Execuções Criminais que dispõe de equipamento e funcionário para atender a presa durante os estudos. Suzane não terá acesso à internet e receberá o conteúdo em mídia.

Em 2016, a Justiça de São Paulo autorizou Suzane a fazer curso superior de Administração na Universidade Anhanguera de Taubaté, no interior paulista. A liminar foi concedida pelo juiz José Damião Pinheiro Machado, da 2ª Vara de Execuções Criminais de Taubaté, após mandado de segurança impetrado pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo.

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Ela foi pré-selecionada para obter recursos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), mas acabou desistindo de fazer a matrícula por temer o assédio fora da prisão. Com a autorização concedida agora, a presa já pode se matricular para cursar Administração a distância no primeiro semestre de 2018.

Defesa pede regime aberto

Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”, em junho deste ano, a defesa da condenada entrou com pedido de progressão de Suzane para o regime aberto , o que implicaria a sua soltura.

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A defesa alega que, presa desde 2002 pelo assassinato dos pais, ela já cumpriu o tempo de encarceramento previsto na lei. Além disso, uma empresa de confecção garantiu emprego a ela, caso vá para o regime aberto. A Justiça determinou que Suzane von Richthofen fosse submetida a um exame criminológico para aferir sua capacidade de convívio social, mas o resultado ainda não saiu. 

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