Tamanho do texto

A Defesa Civil do estado confirmou a morte de uma mulher de 67 anos na Zona da Mata; até agora, 10 cidades decretaram estado de emergência por causa de temporais e enchentes, que prometem continuar no fim de semana

Equipes do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais encontrou corpo de mulher em Rio Casta, na zona da mata
Divulgação/Corpo de Bombeiros de MG
Equipes do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais encontrou corpo de mulher em Rio Casta, na zona da mata

Mais uma morte foi confirmada de Minas Gerais devido às fortes chuvas que causaram enchentes no estado nos últimos dias.  O corpo da nova vítima foi encontrado na sexta-feira (8), no Rio Casca , Zona da Mata mineira.

De acordo com uma nota da Defesa Civil de Minas Gerais divulgada neste sábado (9), a vítima é Eva de Jesus Juventina, de 67 anos, que teria sido arrastada pelo Rio Casca na última segunda-feira (4), no município de Urucânia. O reconhecimento do corpo foi feito e confirmado pelo filho dela.

Assim, com essa nova ocorrência, o estado já contabiliza sete mortes confirmadas. Uma das vítimas dos temporais ainda não foi identificada. Até o momento, 10 municípios mineiros já declararam situação de emergência, sendo eles: Buritizeiro, Cristina, Jaboticatubas, Tombos, Congonhas, Novo Cruzeiro, Ribeirão das Neves, Ponte Nova, Caeté e Capinópolis.

E as chuvas não param. A previsão do tempo promete um sábado chuvoso na região Sudeste, com temporais nas regiões norte e leste do estado.

Apoio às vítimas

O governador do estado, Fernando Pimentel (PT), esteve recentemente no município de Rio Casta nesta semana para avaliar os serviços de atendimento às vítimas das chuvas. Durante a visita, anunciou que serão enviados equipamentos à região para recuperar estradas e a ponte que dá acesso à cidade, que cedeu por conta das cheias.

Leia também: Reitores da UFMG são alvos de condução coercitiva em operação da PF

"A situação é muito grave. O volume de chuva foi absolutamente fora do normal e a região de Rio Casca foi muito atingida e bastante danificada", disse Pimentel à agência estual de notícias.

Nas outras cidades afetadas pelas enxurradas, também foram registrados danos na infraestrutura, suspensão de serviços básicos e a destruição de casas. No município de Caeté, na região metropolitana de Belo Horizonte, ao menos 100 casas foram destruídas e 35 pessoas estão desabrigadas devido aos alagamentos, segundo a Defesa Civil.

Em Ribeirão das Neves, segundo o governo do estado, pelo menos 181 casas foram danificadas e um total de 233 famílias (724 pessoas) foram afetadas. Destas, 12 estão desabrigadas, 80 desalojadas e 9 feridas.

Leia também: Justiça retoma principal ação penal contra Samarco e 22 réus por tragédia em MG

Já no município de Pedro Leopoldo, 938 pessoas tiveram prejuízos por conta dos alagamentos, que provocou ainda o corte de energia em diversos bairros no início desta semana.

O governo de Minas Gerais montou postos de atendimento às vítimas e também acionou o Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) para recolher doações de alimentos, água mineral, materiais de limpeza e higiene pessoal. O trabalho é realizado por meio do mesmo projeto criado para atender as vítimas da tragédia de Mariana, ocorrida em 2015.

*Com informações da Agência Brasil