Muitas das nossas paixões passam de pai para filho. O caso do historiador e professor Cesar Campiani é muito semelhante. Ela começou na década de 80, quando ele ainda tinha entre 10 e 13 anos. "A minha primeira peça desse acervo militar foi um uniforme que foi do meu avô, ele participou da Revolução de 32. Aí nasceu essa minha relação com a militaria", conta o Campiani.

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Acervo militar de Cesar Campiani Maximiano

A partir daí, o historiador conta que essa mistura de busca pela história e hobby só cresceu. O acervo militar foi crescendo com medalhas, capacetes, uniformes, estojos de barbear de épocas representativas para a história recente que foram compradas e outras ele acabou ganhando.

"Eu construí grande parte da minha coleção visitando feiras, brechós e lojas de antiguidades de São Paulo. É um quase um trabalho de arqueologia urbana, resgatar objetos que estavam no esquecimento e muitas vezes até no lixo", lembra o colecionador que se orgulha de ter uma jaqueta que ganhou de seu tio-avô que lutou na Segunda Guerra Mundial.

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Foi durante uma visita em uma feira por São Paulo que os amigos Cesar e Ricardo começaram a idealizar Militaria Fest Brasil.  De acordo com o professor, o evento é muito mais que um festival. "Sentimos falta de ter algo organizado sobre o tema, que reunisse tudo em um só lugar. Então fomos montando a feira, contamos com a gentil colaboração do Museu da Polícia Militar, com quase outros 30 expositores e muito mais. A ideia é trazer a história para perto das pessoas que se interessam pelo tema e também para quem gosta de artigos militares", diz Cesar.

O festival conta ainda com apresentação de encenadores de guerra, caracterizados como militares do passado; modelos pin-ups; barbearia dos anos 40; estúdio de tatuagem e um espaço de alimentação especial com foodtrucks.

A ideia dos organizadores foi inspirada nos eventos militares vintage realizados fora do Brasil. A escolha do espaço também veio a calhar com a proposta. A União Fraterna é um salão histórico localizado no bairro Lapa e fundado em 1925, onde acontece geralmente bailes da saudade. "Nós também pensamos que seria importante ter um lugar que lembrasse o passado, nos aproximamos um pouco da história com esse local que foi escolhido. O salão acaba sendo mais um elemento importante nesse evento", finaliza.

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A feira que mistura acervo militar, entretenimento e moda vintage, especialmente ligados ao auge dos conflitos armados das décadas de 1920 a 1960 acontece nos próximos dias 9 e 10. Para mais informações visite o site .

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Acervo reunido na primeira edição do Militaria Fest Brasil


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