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Torquato Jardim reafirmou nesta quarta-feira as críticas feitas aos deputados estaduais e à Polícia Militar fluminense, depois de ser respondido por autoridades, como o governador Pezão e o presidente da Alerj

Ministro da Justiça confirma críticas à segurança do estado do Rio de Janeiro nesta quarta-feira
Marcelo Camargo/ABr
Ministro da Justiça confirma críticas à segurança do estado do Rio de Janeiro nesta quarta-feira

O ministro da Justiça, Torquato Jardim, voltou a falar sobre a segurança do estado do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (1º), não recuando em suas críticas feitas nos últimos dias, ao citar possível ligação entre o crime organizado e a Polícia Militar do Rio. Hoje, o ministro disse que já esperava receber reações de autoridades acerca do assunto.

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O ministro da Justiça esteve hoje no Supremo Tribunal Federal (STF), reunido com a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, e o ministro da Educação, Mendonça Filho. Aos jornalistas, ele voltou a dizer que o Comando da Polícia Militar fluminense estaria fazendo acertos com os criminosos, “retrocedendo a situação da segurança pública no Rio a um estado de coisas semelhantes ao retratado nos filmes Tropa de Elite 1 e 2”. “Sobre o Rio de Janeiro, não sei, já falei o que tinha que falar. Nenhuma reclamação. Reações são normais”, afirmou.

Entre as reações negativas ao ministro da Justiça está o do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), que rebateu ontem suas declarações, sobre supostos acertos entre deputados estaduais, o Comando da PM e o crime organizado do estado. Pezão afirmou que “o governo e a polícia não negociam com criminosos”. Além disso, escreveu em nota que “o comandante da PM, coronel Wolney Dias, é um profissional íntegro”.

Em matérias publicadas nos jornais nesta quarta-feira, Torquato responde ao governador, dizendo ter “melhor memória” ao se lembrar de já ter discutido o tema com Pezão, ainda assegurando que há “todo um serviço de inteligência que atesta suas declarações”.

Outra autoridade que reagiu foi o presidente da Alerj, o deputado estadual Jorge Picciani (PMDB), que disse que “há mais de uma década não existe interferência do crime organizado na segurança estadual”, e que “a declaração é de quem não tem nenhum conhecimento, de quem é irresponsável e de quem age com má-fé”.

Reunião no STF

Torquato Jardim esteve em reunião com Cármen Lúcia e Mendonça Filho a fim de discutir a implantação de uma Associação para a Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) aos jovens no País. 

A Associação para a Proteção e Assistência aos Condenados é um modelo de ressocialização de pessoas condenadas pela justiça criado em 1972 em São José dos Campos (SP), em que os detentos ficam submetidos a um regime menos rígido e contam com um trabalho em tempo integral e aulas de ensino fundamental e médio.

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Durante o encontro, o ministro da Educação defendeu a implantação de unidades de Apac juvenil no Brasil, apontando o projeto modelo realizado na cidade de Itaúna (MG), em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A primeira será levantada em Fortaleza, afirmou Mendonça Filho.

Segundo o ministro da Justiça, o dinheiro das Apacs virá do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen). “O papel do Ministério da Justiça nesse notável projeto é primeiro encontrar justificativa legal para o Fundo Penitenciário”, disse o ministro. Ele ainda ressaltou que a recente medida provisória que modificou as destinações do Funpen prevê “inequivocamente” a aplicação de recursos em projetos sociais.  

*Com informações da Agência Brasil

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