Soldados do Exército já auxiliam no cerco à favela da Rocinha, em São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro
Vladimir Platonow/Agência Brasil - 22.9.17
Soldados do Exército já auxiliam no cerco à favela da Rocinha, em São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro

O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Roberto Sá, afirmou no início da noite desta sexta-feira (22) que, não havendo confronto entre policias e traficantes na Rocinha, a população deve tentar levar a vida normalmente. "Nós estamos fazendo todos os esforços para essa volta à rotina", disse.

O secretário ainda pontuou que o Rio de Janeiro vive uma situação de violência urbana difícil. "O Rio não está guerra", disse ele, apesar de reconhecer que “a polícia, para conter o crime, acaba enfrentando armas de guerra”. Roberto Sá informou ainda que a operação das forças de segurança, com apoio de 950 homens das Forças Armadas , na Rocinha, "não tem hora para acabar".

Maia sugere exoneração do secretário

Nesta sexta-feira (22), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, sugeriu ao governador Luiz Fernando Pezão que exonere Roberto Sá. A declaração foi dada à revista Veja e confirmada, em nota, pela assessoria da presidência da Câmara.

"A crise na Rocinha mostra que, infelizmente, o secretário Roberto Sá perdeu as condições de comandar a política de segurança pública do Rio. Falo isso com respeito e admiração pela trajetória dele", disse Maia.

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O secretário de segurança do Rio, por sua vez, disse na coletiva que é preciso respeitar a opinião. "Estou aqui para falar de segurança pública. Este cargo é do governador. Enquanto ele achar que eu tiver que fazer eu permaneço".

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Entenda a crise

Os confrontos na Rocinha começaram no último domingo (17), com uma disputa entre bandidos pelo controle do tráfico de drogas na favela, localizada em São Conrado, zona sul carioca. Na ocasião, não houve atuação efetiva das forças policiais.

O quadro voltou a se agravar nesta sexta-feira (22) e o governador pediu então ao Ministério da Defesa que as Forças Armadas atuassem no entorno da comunidade. O primeiro contingente de militares chegou à Rocinha às 16h10, com o objetivo de fazer um cerco na favela, em apoio às operações das polícias Militar e Civil.

Em nota, o governo fluminense disse que “vem priorizando a política de segurança, apesar de todas as dificuldades que tem enfrentado, ciente de suas responsabilidades e da importância da preservação da vida”.

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O governo do Rio de Janeiro esclareceu que, “para o cumprimento dos seus objetivos, o estado tem trabalhado de forma integrada com as forças federais, sob a coordenação do secretário de Segurança Roberto Sá, que tem sido incansável no cumprimento do dever”.

* Com informações da Agência Brasil

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