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Considerado como extremamente violento, "Periquito" era o principal fornecedor de armas e drogas para a facção criminosa Comando Vermelho

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Considerado como extremamente violento, "Periquito" era o principal interlocutor de Fernandinho Beira-Mar

A Polícia Civil de São Paulo prendeu na última sexta-feira (25) o traficante Marcos José Monteiro Carneiro, conhecido como “Periquito”. O criminoso é apontado pelas autoridades de segurança como sendo o braço direito do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar.

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De acordo com informações publicadas pelo jornal “O Dia” neste sábado, a operação que culminou na prisão do homem de confiança de Fernandinho Beira-Mar contou com a ajuda de policiais civis da 39ª DP do Rio de Janeiro, localizada no bairro da Pavuna, na zona norte da capital fluminense.

“Periquito”, que também era conhecido entre os criminosos como “Tio” ou “Grande”, foi preso em um condomínio de alto padrão na cidade de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, conforme informações da “TV Diário”. Após a prisão, o criminoso será levado de volta para o Rio de Janeiro .

A Polícia Civil do Rio informa que “Periquito” é considerado o principal fornecedor de armas e drogas para a facção criminosa Comando Vermelho, que atua dentro e fora de presídios de diversos estados brasileiros. Ele também é apontado como o principal articulador de Beira-Mar fora das unidades prisionais. A Seseg (Secretaria de Estado da Segurança) do Rio de Janeiro oferecia recompensa no valor de R$ 2 mil para quem oferecesse informações precisas que levassem à captura do traficante.

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Segundo a polícia, “Periquito” era o responsável pela arrecadação do dinheiro obtido com a venda de drogas na favela Beira Mar, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O indivíduo estava foragido desde 2011 e tinha quatro mandados de prisão pendentes por tráfico internacional de drogas.

“Extremamente violento”

Ainda de acordo com a reportagem do jornal “O Dia”, “Periquito” também responde na Justiça por uma chacina ocorrida na cidade de Petrópolis (RJ) em 2014. O criminoso teria ordenado a morte de um grupo que disputava o controle do tráfico no morro. Quatro pessoas foram assassinadas e duas ficaram feridas.

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A polícia informou que o homem de confiança do traficante Fernandinho Beira-Mar não estava armado no momento da chegada dos policiais e que ele não ofereceu resistência. O delegado Henrique Damasceno informou que “Periquito” não tinha documentos falsos. Entretanto, o criminoso se apresentava com outro nome na cidade.

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