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PM reprimiu o ato nesta terça; manifestantes protestavam contra pacote que altera a previdência dos funcionários públicos da cidade e congela cargos

Confusão na Câmara de Curitiba deixou aproximadamente 10 pessoas feridas e ocorreu por volta das 10h20
Chico Camargo/ CMC
Confusão na Câmara de Curitiba deixou aproximadamente 10 pessoas feridas e ocorreu por volta das 10h20

Manifestantes e policiais militares entraram em confronto nesta segunda-feira (20) durante a sessão plenária da Câmara dos Vereadores de Curitiba. A confusão, que deixou aproximadamente 10 pessoas feridas, ocorreu por volta das 10h20 quando servidores municipais passaram pelo isolamento policial e ocuparam o local onde ocorreria o debate de quatro projetos do chamado Plano de Recuperação da prefeitura da cidade.

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O pacote de ajuste fiscal de Curitiba inclui a alteração da previdência dos servidores municipais, o congelamento das carreiras, o leilão de dívidas e a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal do Município. 

Segundo a Câmara dos Vereadores, desde o início da manhã, a Polícia Militar fazia a guarda dos prédios da Casa e os manifestantes protestavam, com palavras de ordem e carro de som – na praça Eufrásio Correia – bloqueando parcialmente a avenida Visconde de Guarapuava e completamente a rua Barão do Rio Branco, em frente ao prédio histórico. Dirigentes sindicais circulavam dentro da Câmara Municipal, desde as 8 horas.

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Votação suspensa 

Quatro horas após a ocupação do plenário da Câmara, o presidente do Legislativo, Serginho do Posto (PSDB), comunicou a decisão de não realizar sessões plenárias até a próxima segunda-feira (26). “É hora de recompor o diálogo entre a situação e a oposição”, disse Serginho, afirmando que depois da terceira invasão do plenário, e oito sessões canceladas, “o Legislativo precisa trabalhar”.

O debate dos projetos já esteve suspenso na terça-feira (13), quando a sessão plenária foi interrompida em decorrência das manifestações dos servidores. Como o pacote de ajuste fiscal enviado pelo prefeito Rafael Greca (PMN) ao Legislativo tramita em regime de urgência, elas trancam a pauta da Câmara Municipal.

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Perguntado se a retirada dos pedidos de urgência poderia ser uma medida para retomar a negociação com os sindicatos, Serginho do Posto discordou de não ter havido debate sobre o Plano de Recuperação dentro da Câmara dos Vereadores de Curitiba, “pois estão em discussão há 90 dias”. “Com urgência [da prefeitura], poderiam ter sido votados em abril, mas já estamos em junho”, reforçou. Nenhum outro projeto de lei pode ser votado enquanto elas não passarem pelo plenário ou tiverem a tramitação especial retirada. 

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