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Polícia Federal conta com apoio de autoridades espanholas para cumprir 9 mandados no Brasil; político espanhol é investigado por liderar esquema com contratos superfaturados que causou prejuízo de 21 milhões de euros

Esquema de Ignacio González foi alvo de operação da Polícia Federal com autoridades espanholas no Rio
Divulgação/PP Comunidad de Madrid
Esquema de Ignacio González foi alvo de operação da Polícia Federal com autoridades espanholas no Rio

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (13) operação contra organização criminosa encabeçada por Ignacio González, ex-presidente da Comunidade Autônoma de Madri, cargo que equivale ao posto de governador no Brasil. A ofensiva contra o esquema do político espanhol é apoiada pelo Ministério Público Federal e por autoridades da Espanha, que atuam em internacional.

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De acordo com informações da Polícia Federal , o esquema investigado na Operação Ignatus (batizada deste modo em referência à origem grega do nome do político espanhol) teria provocado prejuízo de 21 milhões de euros aos cofres públicos de Madri a partir da concessão de obras públicas a empresas envolvidas. O uso de recursos públicos para fins particulares teria ocorrido de setembro de 2012 a junho de 2015, período em que Ignacio González esteve à frente da administração de Madri .

As investigações também apontaram que um grupo empresarial da Espanha, com predominância de capital público e que tem por atividade a exploração do ciclo completo da água, adquiriu uma empresa brasileira com preço superfaturado.

Aproximadamente 40 policiais federais cumprem 9 mandados de busca e apreensão e 2 de condução coercitiva no Rio de Janeiro e em Nova Lima, cidade em Minas Gerais. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da 9ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Os dois conduzidos de forma coercitiva, que são ex-controladores da empresa brasileira adquirida, serão ouvidos ainda hoje pela Justiça do Rio.

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Operação no MS

Também nesta terça-feira, a PF realiza operação no Mato Grosso do Sul contra uma organização criminosa especializada no contrabando de armas.

Segundo a corporação, as investigações tiveram início em março deste ano, quando um homem de 31 anos apontado como chefe do grupo orquestrou uma tentativa de fuga da Penitenciária de Três Lagoas com o uso de uma pistola calibre .380.

Após a primeira tentativa, o presidiário foi transferido para a Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande, de onde passou a contar com o apoio de sua namorada e de outros três comparsas para contrabandear armas de fogo que seriam revendidas no sudeste do País, além de orquestrar nova tentativa de fuga mediante a rendição e possível assassinato de agentes penitenciários durante escolta para consulta médica.

Aproximadamente 30 policiais federais e 20 policiais militares cumprem 3 mandados de condução coercitiva, 1 mandado de prisão preventiva e 4 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 1ª Vara Criminal de Três Lagoas. As informações são da Polícia Federal.

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