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Segundo o vereador Alessandro Guedes, o texto busca conscientizar pais e filhos sobre os possíveis danos que o uso desse tipo de fumo causa à saúde

Autor do projeto defendeu que o objetivo é conscientizar pais e filhos sobre possíveis danos que o uso de narguilé causa
Josu/ Flickr/ Creative Commons
Autor do projeto defendeu que o objetivo é conscientizar pais e filhos sobre possíveis danos que o uso de narguilé causa

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou o Projeto de Lei 41/2017, que proíbe a venda de narguilé (cachimbo fumado por uma mangueira e que usa a água como filtro) para menores de 18 anos. A segunda votação do projeto foi realizada na quarta-feira (7). Agora, o texto de autoria do vereador Alessandro Guedes segue para sanção do prefeito da cidade, João Doria.

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O autor do projeto defendeu que o objetivo é conscientizar pais e filhos sobre os possíveis danos que o uso de narguilé causa à saúde. Segundo Alessandro Guedes, o uso do instrumento pode causar câncer de garganta, boca e pulmão, além de leucemia e doenças respiratórias e coronárias.

 “Fizemos um grande debate na Câmara Municipal, produzimos materiais informativos para conscientizar a juventude e a família sobre os males e estamos realizando atividades nos bairros e em escolas. Tudo para conscientizar as pessoas”, acrescentou.

Igual a 100 cigarros

Muito difundido entre os jovens, o uso desse tipo de fumo entre 20 e 80 minutos é equivalente a fumar 100 cigarros. Nos últimos cinco anos, mais que dobrou o uso entre homens jovens (entre 18 e 24 anos). Dados da Pesquisa Nacional de Saúde indicam que mais de 212 mil brasileiros maiores de 18 anos admitem o uso.

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O compartilhamento do produto, algo que pode ser considerado um atrativo para os jovens, também pode acarretar a transmissão de doenças infectocontagiosas como herpes, hepatite C e tuberculose.

Segundo o coordenador de Ensino do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Luiz Felipe Ribeiro, diferentemente do que é dito por quem usa e por quem comercializa, o filtro de água não tem nenhum efeito de diminuição dos malefícios.

"É como se você pegasse 100 cigarros e consumisse todos eles sem qualquer filtro", afirmou Ribeiro. Para o especialista, este tipo de fumo é mais perigoso do que o cigarro por causa do nível de exposição.

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Segundo o coordenador do Inca, o mesmo composto que provoca o vício do cigarro (a nicotina) está presente e em doses bem maiores no narguilé. Na pesquisa, entre os que afirmaram que fumam diariamente o "cachimbo de água", 63% tem entre 18 e 29 anos. Entre os que usam, 53% disseram que o fazem esporadicamente, 13% uma vez por mês, 27% semanalmente e 7% afirmaram consumir diariamente.

* Com informações da Agência Brasil

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