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Conhecido como Juquinha, José Francisco das Neves teve o primeiro pedido de prisão preventiva negado no dia 25, quando essa operação foi deflagrada

Juquinha das Neves, ex-presidente da Valec, teve o primeiro pedido de prisão negado no último dia 25 de maio
Agência Brasil
Juquinha das Neves, ex-presidente da Valec, teve o primeiro pedido de prisão negado no último dia 25 de maio

Como uma consequência da Operação De Volta aos Trilhos, deflagrada na semana passada, o ex-presidente da estatal Valec Engenharia, Construções e Ferrovias José Francisco das Neves, conhecido como Juquinha, foi preso preventivamente pela Polícia Federal , na manhã desta sexta-feira (2), em Gioânia. 

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De acordo com a PF, a prisão de Juquinha foi determinada pela 11ª Vara da Justiça Federal da capital de Goiás, que acatou pedido do Ministério Publico Federal (MPF).

O ex-presidente da Valec é um dos principais alvos da operação – que investiga crimes de lavagem de dinheiro decorrente do recebimento de propinas nas obras da Ferrovia Norte-Sul – e teve o primeiro pedido de prisão preventiva negado na última semana, no dia 25, quando a operação foi deflagrada.

“Naquela ocasião, a Justiça Federal entendeu que ainda não havia elementos que justificassem a custódia cautelar de José das Neves, suspeito de lavagem de dinheiro oriundo de propina relacionada às obras de construção da Ferrovia Norte-Sul .”

O novo pedido de prisão baseou-se nos depoimentos prestados por Fábio Júnio Santos Pereira e Mário Césio Ribeiro, que foram conduzidos coercitivamente durante a ação da Operação de Volta aos Trilhos. “Ouvidos pela Polícia Federal, os dois teriam confirmado o envolvimento direto de Juquinha em todos os atos de lavagem de dinheiro”, diz a nota do MPF.

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De Volta aos Trilhos

Na semana passada, a operação, que é um desdobramento da Lava Jato e uma nova etapa das operações O Recebedor e Tabela Periódica, cumpriu dois mandados de prisão preventiva, sete de busca e apreensão e quatro de condução coercitiva em Goiás e no Mato Grosso.

Os principais alvos da operação são Juquinha, seu filho Jader Ferreira das Neves e o advogado Leandro de Melo Ribeiro. Os dois primeiros são suspeitos de continuarem a lavar dinheiro oriundo de propina, mantendo oculto parte do patrimônio. O advogado Melo Ribeiro é suspeito de ser laranja de Juquinha e seu filho e de auxiliá-los na ocultação do patrimônio.

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* Com informações da Agência Brasil.

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