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Ciete Silvério/A2img/Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
Polícia Civil conta com equipe especializada que utiliza tecnologia para ajudar na busca por desaparecidos

A Polícia Civil de São Paulo registra uma média de 20 indivíduos desaparecidos a cada dia. De acordo com a delegada titular da 4ª delegacia especializada nesse tipo de situação no Estado, Maria Helena do Nascimento, a maior parte dos casos envolve adolescentes na faixa de 13 a 18 anos, que saem de casa voluntariamente por motivo de rebeldia, sem avisar os pais ou responsáveis.

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Entretanto, a delegada explica que, no caso de adolescentes desaparecidos , a taxa de retorno para casa gira em torno de 96%. Maria Helena acrescenta que, na maioria das vezes, os jovens tomam a decisão de fugir de casa por causa do controle excessivo dos pais. Porém, também há registro de fugas por causa de violência doméstica e outros tipos de desentendimento.

Nesse tipo de situação, a delegada orienta aos pais que se aproximem dos filhos e intensifiquem o diálogo com os jovens, além de prestar atenção para mudanças de comportamento. Ela recomenda atenção, principalmente, para conversas dos adolescentes com estranhos pela internet.

Para crianças pequenas, Maria Helena adverte para que haja cuidado redobrado para que os pequenos não se percam em locais com grande fluxo de pessoas, como shoppings e ambientes de shows.

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Os casos mais complicados, adverte a delegada, são os de sumiços motivados por crimes como homicídio, cárcere privado, trabalho escravo e exploração sexual. Em muitas ocasiões, a pessoa é levada para outro município, estado ou país. Nesse tipo de situação, o processo de investigação requer consultas à bases de dados de outros órgãos, como a Polícia Federal e consulados, e um trabalho mais profundo de investigação.

Procedimento

Quando houver suspeita de desaparecimento, os familiares devem fazer o BO ( Boletim de Ocorrência ) em qualquer delegacia ou pela internet. O registro do BO gera um processo de investigação. Quanta mais recente o comunicado, mais chances de localização das pessoas.

Em caso de a pessoa ser localizada, é importante comunicar a polícia, pois, caso contrário, seu nome irá permanecer no cadastro de desaparecimentos, o que irá influir nas estatísticas e prejudicar as investigações. O procedimento é o mesmo que se faz quando se comunica o desaparecimento e também pode ser feito pela internet

Tecnologia

As delegacias especializadas em investigações de desaparecimentos contam com o apoio do grupo de psicólogos voluntários do Projeto Caminho de Volta, da USP, que presta ajuda aos pais e familiares para encontrar crianças e adolescentes.

Também há o auxílio do Laboratório de Arte Forense, do DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção da Pessoa), que utiliza programas de computação para facilitar o trabalho. O designer gráfico Valmir Martins faz projeção facial de crianças desaparecidas para saber como elas se parecerão no futuro. A simulação é feita a partir das fotos fornecidas pelos pais e familiares. Os retratos são colocados em redes sociais para que as pessoas possam comunicar informações sobre o paradeiro.

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De acordo com Martins, o trabalho tem dado bons resultados na localização de desaparecidos. Recentemente, um rapaz portador de deficiência intelectual, sumido havia cinco anos, foi localizado pelo médico de uma clínica. Ele notou que o rapaz que estava lá, há 50 quilômetros da residência dele, se parecia com o retrato publicado nas redes sociais.

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