Manifestação  contra a reforma da Previdência do governo interdita os dois sentidos da Avenida Paulista, em São Paulo
Divulgação/ CUT
Manifestação contra a reforma da Previdência do governo interdita os dois sentidos da Avenida Paulista, em São Paulo











O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou na tarde desta quarta-feira (15) de manifestação realizada na Avenida Paulista, em São Paulo, contra a reforma da Previdência. O petista acusou o governo de Michel Temer de querer "impor goela abaixo da sociedade uma reforma da aposentadoria”.

Lula fez críticas ao projeto e cobrou que a equipe de Temer proponha medidas que promovam o desenvolvimento do País. “Eu queria que o [Henrique] Meirelles e Temer ouvisse o recado de vocês. Querem resolver o problema da Previdência? Ao invés de fazer uma reforma para cortar direitos, façam a economia voltar a crescer”, disse o ex-presidente durante a manifestação .

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Segundo o petista, as manifestações populares só acabarão depois que Temer deixar o Palácio do Planalto.  “Quem pensa que o povo está contente, esse povo só vai parar quando elegerem um governo democraticamente eleito. A gente tem que entender que somente o povo nas ruas e usando instrumento de luta, e somente quando tiver um presidente legítimo, a gente vai fazer esse país voltar a crescer."

Manifestantes interditaram totalmente os dois sentidos da Avenida Paulista, na altura do Museu de Arte de São Paulo (Masp), desde as 15h desta quarta-feira (15). O ato ocorre em meio a uma série de protestos pelo País contra a reforma da Previdência e contou com integrantes de diversos movimentos sociais, sindicais e trabalhadores que criticam as medidas propostas pelo governo federal. De acordo com os organizadores, cerca de 250 mil manifestantes estão no local – a Polícia Militar ainda não divulgou a estimativa oficial.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o protesto chegou a bloquear os dois sentidos da Rua Consolação, por volta das 17h20, mas foi liberada às 19h. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou no início da noite para participar do ato.

O coordenador da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim, disse que a reforma da Previdência é uma ameaça concreta neste momento, uma vez que o governo federal já encaminhou o texto para o Congresso Nacional. Ele aponta ainda que o ato é contra a terceirização dos trabalhadores e a reforma trabalhista.

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"A população está fazendo as contas: falta cinco anos para se aposentar, aí [com a reforma] vai faltar mais cinco. Então, tem uma coisa muito objetiva. Independentemente de questões partidárias ou de visões de esquerda e de direita, se trata de um direito à questão da aposentadoria, é uma coisa quase universal", disse Bonfim, que também é integrante da Frente Brasil Popular.

Para ele, a oposição à reforma não é uma bandeira somente de centrais sindicais e movimentos sociais, mas de grande parte da população.

Veja vídeo dos manifestantes:


Na avaliação dele, esta quarta-feira será um dia decisivo, um marco na história da luta dos trabalhadores e dos movimentos sociais. "Se não colocarmos hoje um fim nessa proposta [da reforma], pelo menos vamos iniciar uma grande jornada no Brasil, que extrapola os movimentos sociais, para barrar esse retrocesso todo", disse.

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Protestos pela capital

Outros pontos da cidade, como a Praça da República e a sede da prefeitura, também foram palco de protestos nesta quarta-feira (15), liderados por professores da rede pública. Agora a tarde, o Sindicato dos Químicos de São Paulo fizeram uma manifestação na Ponte do Socorro, região de Santo Amaro, o trânsito está carregado na região.

* Com informações da Agência Brasil

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