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Apesar do veículo e de parte do prédio ficarem destruídos, nenhum policial ficou ferido. Possivelmente o incêndio foi iniciado com o uso de combustível

A unidade do Pelotão Destacado da PM de Arez, no Rio Grande do Norte, amanheceu com um incêndio nesta quarta
Reprodução/Globo News - 18.01.2017
A unidade do Pelotão Destacado da PM de Arez, no Rio Grande do Norte, amanheceu com um incêndio nesta quarta

A unidade do Pelotão Destacado da Polícia Militar da cidade de Arez, no Rio Grande do Norte, amanheceu com um incêndio nesta quarta-feira (1º), tendo um veículo e parte do prédio destruída pelo fogo. Segundo a PM, o incidente teve início por volta das 5h.

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Apesar do veículo e de parte do prédio ficarem destruídos, nenhum policial ficou ferido. Ainda de acordo com a PM, possivelmente o incêndio foi iniciado com o uso de combustível. Duas pessoas já foram presas, suspeitas de envolvimento no ataque. A polícia do Rio Grande do Norte ainda investiga se houve participação de mais gente no crime.

Por enquanto, não há informações sobre a motivação do crime ou se existe ligação de suspeitos com algum grupo criminoso.

Desde o início deste ano, o estado do Rio Grande do Norte vive uma crise carcerária e de segurança. Uma rebelião explodiu na Penitenciária Estadual de Alcaçuz no dia 14 de janeiro, deixando pelo menos 26 mortos. Depois dos conflitos ocorridos nesta data, outros motins foram ocorrendo no dia a dia do local, obrigando ações da Polícia Militar, incluindo o Batalhão de Choque.

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No mês de janeiro, ônibus e presídios públicos foram alvos de ataques criminosos na capital do Rio Grande do Norte, além de outras cinco cidades.

Força-tarefa em presídio

Uma força-tarefa foi criada para atuar no enfrentamento das rebeliões em meio à crise penitenciária, chegando ao Rio Grande do Norte no último dia 26.  Para o presídio de Alcaçuz, foram enviados 78 agentes da Força Tarefa de Intervenção Penitenciária.

A prisão do RN está sob controle dos presidiários desde o último dia 14 de janeiro. De acordo com a Secretaria de Justiça e da Cidadania (Sejuc), os integrantes da força irão trocar informações com os agentes penitenciários do estado, vão fazer o reconhecimento da situação em Alcaçuz e definir as estratégias de atuação.

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A expectativa é de que o trabalho dos 78 agentes da força-tarefa seja iniciado nos próximos dias. Para esta operação foram deslocados funcionários do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), ligado ao Ministério da Justiça, dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará e do Distrito Federal. Segundo a Sejuc, eles devem permanecer no presídio do Rio Grande do Norte (RN) nos próximos 30 dias.

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