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Para a operação foram deslocados funcionários do Departamento Penitenciário Nacional do Rio, São Paulo, Ceará e do Distrito Federal

Presídio de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, recebe 78 agentes da Força de Intervenção Penitenciária
Reprodução/Globo News
Presídio de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, recebe 78 agentes da Força de Intervenção Penitenciária

A força formada para atuar no enfrentamento das rebeliões em meio à crise penitenciária chegou ao Rio Grande do Norte nesta quinta-feira (26).  Para o presídio de Alcaçuz, foram enviados 78 agentes da Força Tarefa de Intervenção Penitenciária.

O presídio de Alcaçuz está sob controle dos presidiários desde o último dia 14 de janeiro, quando uma rebelião estourou no lugar com a morte de pelo menos 26 pessoas. De acordo com a Secretaria de Justiça e da Cidadania (Sejuc), nesta quinta-feira durante todo o dia os integrantes da força irão trocar informações com os agentes penitenciários do estado, fazer o reconhecimento da situação em Alcaçuz e definir as estratégias de atuação.

A expectativa é de que o trabalho dos 78 agentes da força tarefa seja iniciado nos próximos dias. Para esta operação foram deslocados funcionários do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), ligado ao Ministério da Justiça, dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará e do Distrito Federal. Segundo a Sejuc, eles devem permanecer no presídio do Rio Grande do Norte nos próximos 30 dias.

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De acordo com a presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Rio Grande do Norte (Sindiasp), Vilma Batista, os agentes devem combater a crise que se instalou no sistema prisional do estado, uma vez que têm pleno conhecimento do funcionamento do aparelho. Ademais, a presidente do Sindicato ainda destaca que as intervenções de diferentes forças de segurança, como o Bope e o Batalhão de Choque, ficam mais voltadas para a contenção de motins de presos, que ocupam as áreas externas do presídio.

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 “Essas forças não têm uma intervenção continuada com o sistema penitenciário. Já os agentes da força tarefa têm um trabalho específico nas penitenciárias, eles entendem o que é o sistema penitenciário e como fazer lá dentro”, disse Vilma à Agência Brasil.

Ainda de acordo com a líder do Sindiasp, a força-tarefa deverá trabalhar em conjunto com os agentes penitenciários do estado do Rio Grande do Norte a fim de fazer com que os presos voltem aos pavilhões. “Junto com os agentes vamos tentar entrar e conter os presos. Se tudo der certo, vamos colocar as grades nos pavilhões e tentar colocar a situação em um patamar administrável”, acrescentou.