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Ministra Cármen Lúcia deve seguir vontade de familiares, mudando o velório da sede do Supremo para a capital gaúcha; Teori Zavascki estava no avião que caiu na tarde desta quinta-feira (19), em Paraty, com outras três pessoas

Ministra Cármen Lúcia está bastante abalada com a confirmação da morte do ministro Teori, segundo assessores
STF
Ministra Cármen Lúcia está bastante abalada com a confirmação da morte do ministro Teori, segundo assessores

O velório do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, morto nesta quinta-feira (19) em um acidente aéreo no mar de Paraty, no Rio de Janeiro, deve ser realizado na cidade de Porto Alegre. Segundo assessores próximos da presidente do STF Cármen Lúcia, a ministra deverá respeitar a vontade da família que deseja a cerimônia na capital gaúcha e não na sede do Supremo, em Brasília, como “normalmente” ocorreria.

Teori Zavascki estava no avião que caiu na tarde desta quinta-feira (19), em Paraty, com outras três pessoas, incluindo o empresário dono do Grupo Emiliano, Carlos Alberto Fernandes Filgueiras, de 69 anos, e o piloto Osmar Rodrigues, 56 anos.

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Catarinense, Teori construiu sua carreira jurídica e tinha casa em Porto Alegre.

Cármen Lúcia estava em Belo Horizonte quando foi informada sobre a morte de Teori por volta das 15h por um dos assessores mais próximos do ministro, o juiz auxiliar Márcio Schiefler Fontes. Em seguida, a magistrada telefonou para o presidente Michel Temer. A presidente do STF deve voltar a Brasília ainda nesta quinta em avião da Força Aérea Brasileira.

O diretor-geral do STF, Eduardo Toledo, está a caminho da cidade de Paraty para acompanhar as providências relativas à liberação do corpo de Teori Zavascki para o velório. As outras duas vítimas localizadas nos destroços da aeronave não tiveram, até o momento, os corpos removidos das ferragens por causa do mau tempo na região.

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Schiefler Fontes era o braço direito do ministro Teori Zavascki e principal responsável pelas investigações da Lava Jato na ausência do relator. Por volta das 18h, o juiz entrou no gabinete de Teori sem falar com jornalistas. Os funcionários do gabinete que passavam pelo corredor apresentavam intenso abatimento. O socorro médico do STF chegou a ser acionado e um plantonista entrou no local.

Segundo assessores próximos à ministra Cármen Lúcia, apesar de sóbria, a presidente está bastante abalada com a confirmação da morte de Teori, um dos colegas do qual era mais próxima. Os dois se falavam diversas vezes ao dia e mantinham uma relação de amigos, segundo pessoas que trabalham nos gabinetes dos ministros.

*As informações são da Agência Brasil