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Robinson Faria diz que chacinas que têm acontecido em presídios de todo o País são resultado de um 'efeito dominó'; Força Nacional será enviada ao RN

Segundo o governo do Rio Grande do Norte, presos líderes do PCC foram identificados e transferidos
Divulgação/Governo do Rio Grande do Norte
Segundo o governo do Rio Grande do Norte, presos líderes do PCC foram identificados e transferidos

O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), afirmou que a chacina na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Natal – que deixou 26 presos mortos durante o fim de semana – foi um ato de "vingança" ao massacre que terminou com a morte de 56 detentos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, nos primeiros dias do ano.

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De acordo com o governador , as rebeliões que estão acontecendo em todo o País são resultado de um 'efeito dominó'. As declarações de Faria foram dadas nesta terça-feira (17), à rádio CBN .

Faria é uma das pessoas que participa, na manhã desta terça, de uma reunião em Brasília com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. O encontro, que conta com os secretários de segurança pública estaduais de todo o Brasil, tem como foco a finalização dos detalhes do Plano Nacional de Segurança Pública, anunciado há cerca de dez dias pelo governo Temer.

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"Não morreu nenhum policial, nenhum agente, não morreu nenhum civil. Dentro de toda essa confusão, foi dos males o menor. Poderia ter sido muito pior", disse o governador do Rio Grande do Norte. Faria afirmou que Moraes teve "total boa vontade" e que vai mandar reforço federal para o estado, como a presença da Força Nacional.

O governador disse ainda que parte dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), que estão nas cadeias do estado, foram identificados e que serão separados dos demais detentos. "Chegamos a seis nomes, mas ainda não terminamos. Pode ser que o número chegue a dez, somento de líderes do PCC", afirmou.

Temer reage às rebeliões

Também nesta terça, o presidente da República Michel Temer (PMDB) vai se reunir com representantes dos órgãos de inteligência do governo federal para tentar montar uma força-tarefa a fim de combater nacionalmente o crime organizado.

A reunião com Temer, no Palácio do Planalto, deve contar com a presença da Polícia Federal (PF), da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), das Forças Armadas, do Gabinete de Segurança Institucional, da Receita e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

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Na próxima quarta-feira (18), Temer vai encontrar o governador Robinson Faria e ou demais, das outras 26 unidades da federação, em um evento, quando pretende que eles assinem acordos de cooperação se comprometendo com o cumprimento do plano. A intenção do presidente é receber uma espécie de compromisso político dos governos estaduais para que se empenhem em uma solução para os problemas do sistema prisional brasileiro.