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Segundo fontes do governo, decisão desta segunda-feira (16) foi tomada por “atuação apática” do comandante Augusto José Pereira; entenda o fato

A crise penitenciária no estado do Amazonas foi deflagrada no dia 1º de janeiro de 2017
Fernando Frazão/Agência Brasil - 2.10.2016
A crise penitenciária no estado do Amazonas foi deflagrada no dia 1º de janeiro de 2017

O comandante-geral da Polícia Militar do Amazonas, Augusto Sérgio Pereira, foi afastado do cargo na manhã desta segunda-feira (16) pelo governador José Melo. Segundo fontes do governo local, a decisão foi tomada devido à “atuação apática” de Pereira desde o início da crise do sistema penitenciário, nos primeiros dias de janeiro deste ano.

De acordo com informações da Agência Brasil, o comandante-geral da PM do Amazonas não foi ao Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, durante a rebelião no dia 2 de janeiro, que acabou com 56 mortos,  o que explicaria a suposta “falta de atuação” apontada pelos funcionários do governo.

O governador não confirmou o afastamento e nem deu detalhes da saída do comandante Augusto Sérgio Pereira nesta segunda.

Esta não é a primeira troca no comando da Polícia Militar no governo de José Melo. Em dois anos, Pereira foi o quarto comandante a assumir o cargo neste período. Em 2014, foram realizadas nada menos de duas trocas no comando.

Entenda a crise

A crise penitenciária no estado do Amazonas foi deflagrada no dia 1º de janeiro de 2017, quando 56 presos foram assassinados no Compaj. Além disso, cinco funcionários do complexo amazonense foram mantidos reféns, mas acabaram sendo liberados posteriormente. A rebelião em Manaus acabou levando à suspensão das visitas e da entrada de comida entregue por parentes. Na última sexta-feira (13), o secretário de Administração Penitenciária, Pedro Florêncio, pediu demissão do cargo, dando lugar a Cleiman Rabelo.

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Ao assumir o cargo, o novo secretário da Seap também falou da situação da Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, que é um local reativado para receber presos após a rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e tem estrutura precária para abrigá-los. Diariamente, mães e esposas de presos esperam por notícias na porta da cadeia, sem saber quando poderão visitá-los.

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“A Vidal é hoje nosso calcanhar de Aquiles. Conheço bem a situação da Vidal. Vamos lá mais tarde, dizer para os presos que vamos trabalhar no sistema, [que] já deu uma acalmada. Está mais calmo, mais tranquilo, e já podemos pensar em medidas que possam, na verdade, atender a reivindicações. Querem a família, alimentação, e nós também estamos preocupados com isso”, ressaltou o novo secretário da Seap no Amazonas.