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Brasileira de 20 anos foi presa no aeroporto da capital filipina, Manila, por tráfico internacional de drogas. Cocaína estaria escondida em travesseiro

O Ministério das Relações Exteriores informou neste sábado (14) que está acompanhando o caso de Yasmin Fernandes Silva de 20 anos, brasileira que foi presa em outubro de 2016 por tráfico internacional de drogas, em Manila, capital das Filipinas.

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De acordo com o Itamaraty, a embaixada brasileira colocou um advogado à disposição para dar assistência jurídica a Yasmin nas Filipinas .

Yasmin Fernandes Silva foi presa em Manila, na capital das Filipinas
Reprodução
Yasmin Fernandes Silva foi presa em Manila, na capital das Filipinas

Segundo informações da Agência de Combate ao Tráfico do governo filipino, a brasileira foi presa no aeroporto internacional de Manila quando tentava entrar no país com aproximadamente seis quilos de cocaína. A agência explica que a droga estava escondida em um travesseiro. De acordo com informações fornecidas pelas autoridades locais, ela saiu do Brasil por São Paulo e chegou ao país em um voo de Dubai, nos Emirados Árabes.

A prisão da brasileira acontece em conjunto com a discussão filipina sobre a volta da aplicação da pena morte para condenados por estupro, homicído e tráfico de drogas no país.

Embora a pena de morte tenha sido abolida em 2006, ela é defendida pelo atual presidente, Rodrigo Duterte, eleito em 2016, que prometeu em sua campanha eleitoral, voltar a implantar a medida.

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Rodrigo Duterte

O atual presidente das Filipinas é um tanto quanto polêmico. Desde o começo de sua campanha à presidência do país, ele já foi criticado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pelos Estados Unidos. 

Entre declarações e promessas polêmicas, Duterte tem uma forte política antidrogas, que deseja a erradicação das drogas ilegais. Ele já se comparou com Hitler e afirmou ser favorável a ideia de matar "milhões de viciados".

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Desde o início de seu mandato, em 30 de junho de 2016, até antes do fim do ano, cinco mil pessoas suspeitas de crime já haviam sido mortas no país.  Até dezembro, a polícia havia reportado mais de duas mil mortes em operações oficiais antidrogas. Mas, além disso, outras três mil pessoas foram mortas em situações inexplicáveis, de acordo com autoridades oficiais das Filipinas.

* com informações de Agência Brasil