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Polêmico, Rodrigo Duterte é conhecido por sua campanha antidrogas. Desde que assumiu a presidência, já foram mortos 5 mil "suspeitos de crime"

O presidente Duterte é conhecido por suas falas e ações controvérsias, como quando se comparou a Hitler, em outubro
MANMAN DEJETO / AFP
O presidente Duterte é conhecido por suas falas e ações controvérsias, como quando se comparou a Hitler, em outubro

O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, disse em discurso na última segunda-feira (12) que matou, com as próprias mãos, suspeitos de crime quando era prefeito de Davao.  O assunto surgiu enquanto ele discutia sua campanha para a erradicação de drogas ilegais, que já matou 5 mil pessoas desde o início de seu mandato, em 30 de junho de 2016.

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“Em Davao eu costumava fazer isso pessoalmente. Só para mostrar para os caras [policiais] que se eu posso fazer isso, por que você não pode?”, contou o presidente,  segundo o site britânico "The Guardian".  Rodrigo Duterte foi prefeito da cidade, que tem 1,5 milhão de habitantes, durante 20 anos até se tornar presidente das Filipinas. 

Em outro momento, afirmou que “saía por Davao em uma motocicleta e patrulhava as ruas atrás de problemas.” “Eu realmente estava procurando confrontos para que pudesse matar”, completou.

"Exagera nos discursos"

Depois das afirmações controversas, o secretário de justiça das Filipinas Vitaliano Aguirre III tentou defender o presidente dizendo que ele frequentemente exagera seus discursos para passar sua mensagem aos criminosos. “O presidente sempre recorre à hipérbole; ele sempre exagera só para passar sua mensagem”, disse.

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Rodrigo Duterte apoia declaradamente os esquadrões da morte vigilantes, que mataram milhares de suspeitos de crime. No passado, o presidente chegou a negar e confirmar sua participação nesses esquadrões.

Comparação a Hitler

Desde o início de sua campanha antidrogas, Duterte foi criticado pelos Estados Unidos e pela ONU. Entretanto, ele diz que os direitos humanos e "pessoas como Obama" não farão ele parar. O presidente das Filipinas tem um relacionamento melhor com Donald Trump, que supostamente elogiou sua abordagem na luta contra as drogas em uma ligação.

Em outubro, Duterte se comparou a Hitler e disse que “ficaria feliz em assassinar” três milhões de usuários de drogas. Depois ele pediu desculpas pela comparação a Hitler, mas ainda assim diz sem empático à ideia de matar milhões de viciados.

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Desde que Rodrigo Duterte recebeu posse como presidente das Filipinas, a polícia reportou mais de 2 mil mortes em operações antidrogas. Além disso, outras 3 mil pessoas foram mortas em circunstâncias inexplicáveis, de acordo com figuras oficiais.

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