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Um dos detentos foi degolado, segundo a delegacia que atendeu à ocorrência na noite desta quinta-feira (12) em Tupi Paulista; internos serão interrogados

De acordo com informações da SAP, penitenciária de Tupi Paulista tem capacidade para 844  presos e recebe hoje 1.714
Divulgação/Sap
De acordo com informações da SAP, penitenciária de Tupi Paulista tem capacidade para 844 presos e recebe hoje 1.714

Dois homens foram mortos na Penitenciária de Regime Fechado em Tupi Paulista, no interior paulista, na noite desta quinta-feira (12). Um dos internos do presídio foi degolado, segundo informações da Delegacia Seccional da cidade de Dracena.

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A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou as mortes se deram após a eclosão de uma briga em uma das celas do presídio . “O Grupo de Intervenção Rápida (GIR) foi imediatamente acionado e efetuou a transferência dos presos que estavam na cela, isolando-os do restante da população prisional. O GIR, formado por agentes de segurança penitenciária, atua em situações de conflito auxiliando na segurança dos demais funcionários”, informou a secretaria.

Segundo ela, a Polícia Civil deu início à investigação do caso. Na delegacia, a informação é de que o delegado responsável está a caminho da penitenciária para colher os depoimentos de ao menos 34 detentos.

“A SAP, além de colaborar com a polícia, instaurou apuração para propor ao Judiciário a inclusão dos autores em Regime Disciplinar Diferenciado. A Assistência Social da unidade está tentando contato nesta manhã com os parentes dos reeducandos assassinados para informá-los e prestar toda a assistência necessária”, diz a nota.

De acordo com o governo de São Paulo, a Penitenciária de Regime Fechado de Tupi Paulista tem capacidade para receber até 844 internos e hoje abriga 1.714 presos.

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Crise no sistema penitenciário

Desde o começo de janeiro, as chacinas em presídios  mataram cerca de 100 presos, 56 em Manaus e 33 em Roraima. As mortes têm relação com a facção criminosa Família do Norte, que disputa o controle do narcotráfico na região Norte do País, e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Na quarta-feira (11), o presidente Michel Temer  se disse preocupado com a richa entre as facções criminosas e destacou que os investimentos feitos pelo governo na área “revelam, consolidam e comprovam” a preocupação da União com a segurança publica, porque o tema "envolve a própria segurança nacional". 

“A União passou a se interessar muito mais sobre essa matéria porque essas organizações criminosas – PCC e Família do Norte – constituem-se quase uma regra de direito fora do Estado. Veja que eles têm até preceitos próprios. Até quando fazem aquela pavorosa matança, o fazem baseado em códigos próprios. Então, essa é uma questão que ultrapassa os limites da segurança para preocupar a nação como um todo”, explanou o presidente.

*Com informações e reportagem da Agência Brasil