
Três navios espanhóis naufragados por volta de 1559 foram descobertos ao longo de quase 25 anos e ajudam a explicar por que métodos atuais de rastreamento podem estar falhando e deixando-os “invisíveis”.
É o que aponta a pesquisa Magnetic Detection of the Emanuel Point Shipwrecks, de William J. Wilson e Gregory D. Cook, ambos da University of West Florida. As embarcações muito antigas afundadas emites sinais magnéticos muito fracos, o que pode fazer com que muitos outros tenham passado despercebidos até hoje.Os três navios espanhóis são conhecidos como Emanuel Point I, II e III, e foram encontrados em 1992, 2006 e 2016, na região de Pensacola, Flórida, Estados Unidos. Eles foram parte da expedição Tristan de Luna y Arellano, que acabou destruída por um furacão e fracassou.O que os pesquisadores descobriram?
Conforme o estudo publicado no dia 03 de abril de 2025, o equipamento utilizado para detectar naufrágios (magnetômetro) pode ser ineficiente para embarcações da era colonial muito antigas ou muito “corroídas”.
Isso porque o equipamento utiliza ondas magnéticas emitidas pelo ferro ou materiais similares para detectar possíveis localizações de embarcações no fundo do mar. No caso do trio Emanuel Point, contudo, o sinal era fraco e curto demais.
Os pesquisadores perceberam que pouco ferro permaneceu nos destroços, seja por ações naturais ou corrosão, o que praticamente os tornou “invisíveis” para a tecnologia atual.
O detalhe central da descoberta não é somente a baixa intensidade desses sinais, mas um possível avanço: sabendo disso, a equipe propôs utilizar ondas emitidas por outros componentes.
Com isso, desde 2023, produziram diversos novos alvos de investigação, provavelmente de outras expedições, a partir de novos critérios indicando possíveis naufrágios aplicados a uma área de 189 hectares.
Ou seja, o objetivo era identificar e conhecer melhor os três navios já conhecidos, mas a pesquisa também abriu portas para um novo caminho que pode aperfeiçoar a maneira de encontrar outros vestígios do passado, mais discretos.