Saiba quem são os maiores operadores financeiros do PCC
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Saiba quem são os maiores operadores financeiros do PCC

Pelo menos cinco dos maiores operadores financeiros do grupo criminoso  Primeiro Comando da Capital (PCC) estão sendo procurados pela Polícia Militar e Civil de São Paulo, além da Polícia Federal. Eles são considerados foragidos.

Juntos, os suspeitos teriam movimentado em torno de R$ 15 bilhões e chefiavam redes de lavagem de dinheiro para o PCC.

De acordo com o Ministério Público de São Paulo, a acusação é decorrente de uma operação realizada em agosto de 2025. A investigação aponta que o grupo usava empresas de fachada, fintechs e fundos para ocultar patrimônio.

O MP-SP apurou que o grupo utilizava a sonegação sistemática do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), em São Paulo, como estratégia principal. A engrenagem financeira contribuiu para mais de R$ 1 bilhão sonegados em ICMS.

A investigação ainda diz que os procurados criaram um modelo de "Banco do Crime". Essa estrutura foi colocada à disposição de integrantes do PCC para esconder a origem do dinheiro proveniente do tráfico de drogas e de outros crimes.

A promotoria também pede que os acusados paguem uma indenização por danos morais coletivos e sociais, com valor mínimo de R$ 10 milhões.

Quem são os procurados ?

Entre os procurados estão  Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, conhecido como Primo.

Eles foram denunciados por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica no setor de combustíveis. Beto Louco e Primo são apontados como os líderes do esquema do ICMS.

Além deles, as polícias buscam também Leonardo Meirelles e Amjad Ahmad. Eles foram denunciados pelo MP-SP por associação à organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Eles e outros 17 investigados são acusados de promover e financiar o PCC. Segundo o Ministério Público, Leonardo liderou a estrutura que ocultava o dinheiro vindo do crime.

Por fim, o empresário Victor Henrique Shimada é mais um foragido. Ele foi alvo da Operação Exchange, realizada pela Polícia Federal em julho deste ano.

De acordo com a Polícia Federal, o empresário é dono da Victory Trading Intermediação de Negócios e movimentou mais de R$ 10 bilhões ligados ao PCC.

Victor é apontado pelo governo dos Estados Unidos como o elo entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais.  Ele sofreu as sanções impostas pelos americanos.

O que diz as defesas?

Segundo o UOL, a defesa de Mohamad Hussein afirmou que a denúncia é especulativa. Além disso, eles alegaram que não é possível, a partir da denúncia, extrair qual é o fato que está sendo objeto da acusação.

Já a defesa de Roberto Lemos declarou que vai provar a improcedência da denúncia ofertada durante o curso do processo.

Os advogados de Leonardo Meirelles, Amjad Ahmad e Victor Henrique de Oliveira Shimada ainda não se pronunciaram. O espaço segue aberto.


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